As ações europeias registraram nesta quarta-feira sua maior queda diária desde meados de março depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou novas dúvidas sobre as perspectivas de paz no Oriente Médio, reacendendo as preocupações com os preços do petróleo e a inflação.
O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 1,8%, para 634,91 pontos, seu nível mais baixo em uma semana.
As quedas abalaram os investidores que vinham se sentindo mais confortáveis com as ações regionais nos últimos dias, encorajados por sinais de inflação mais moderada e pela esperança de que novos aumentos nas taxas de juros talvez não fossem necessários.
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Isso também ressaltou que a frágil situação geopolítica ainda pode desestabilizar rapidamente os mercados.
“No que me diz respeito, é apenas uma perda de tempo lidar com eles”, disse Trump sobre o Irã. Os EUA e o Irã também trocaram ataques, e Washington reimpôs sanções ao petróleo iraniano.
“Estamos todos frustrados com o rumo que as coisas estão tomando. Mas, no fim das contas, acho que todos, incluindo o presidente Trump, gostariam de ver isso ficar para trás”, disse Nick Niziolek, codiretor de investimentos da Calamos Investments.
Com uma queda de 2,7%, o índice IBEX da Espanha foi o que mais perdeu valor entre as bolsas regionais.
O índice de referência teve seu pior dia desde o início de março depois que Trump afirmou ter ordenado ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, que cortasse todo o comércio com a Espanha e chamou Madri de “parceiro terrível”.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,66%, a 10.489,04 pontos.
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Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 2,23%, a 24.897,45 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 2,18%, a 8.252,66 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,22%, a 51.817,25 pontos.
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Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 2,73%, a 19.104,30 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,77%, a 9.085,24 pontos.