A JHSF (JHSF3) aprovou a continuidade do seu programa de recompra de ações, conforme fato relevante divulgado nesta quinta-feira (13) após o fechamento do pregão.
Conforme o comunicado da JHSF, o prazo máximo para a aquisição é de 18 meses, com término previsto para 13 de fevereiro de 2028.
Segundo a companhia, o programa prevê a aquisição de até 10% das ações ordinárias em circulação, conforme disposto na Resolução CVM nº 77/22, que regula operações de recompra de ações por companhias abertas.
De acordo com o comunicado, as ações adquiridas no âmbito do programa poderão ser mantidas em tesouraria e destinadas a três finalidades:
- Cancelamento das ações
- Alienação, ou seja, revenda no mercado
- Atendimento a planos de remuneração baseados em ações e/ou exercício de opções de ações da companhia
Segundo dados do Status Invest, a companhia tem um total de 683.756.108 ações em circulação. Desse total, 37,43% está em circulação, sendo negociado na bolsa de valores sob o ticker JHSF3.
O valor de mercado da empresa é de R$ 7,22 bilhões.
Resultados da JHSF
Junto com o anúncio do programa de recompra, a empresa reportou seus resultados trimestrais. Entre abril e junho, a companhia anotou lucro líquido de R$ 444 milhões.
Com isso, a última linha do resultado da JHSF mostra um incremento de 81% ante igual etapa do ano anterior.
O EBITDA ajustado foi de R$ 502,6 milhões no segundo trimestre, mais do que dobrando a cifra em relação a igual período de 2025.
A receita líquida foi de R$ 935 milhões entre abril e junho, representando incremento de 88% no comparativo de base anual.
Com esses números, a empresa superou com folga as expectativas do consenso Bloomberg, que projetava R$ 451 milhões de receita líquida e R$ 218 milhões de Ebitda.
O resultado do trimestre foi puxado tanto pela força da renda recorrente — shoppings, hotelaria e gastronomia, aeroporto executivo, locação residencial, clubs e a gestora de recursos JHSF Capital — quanto pela incorporação imobiliária, que teve o reconhecimento contábil de parte da primeira tranche da venda de estoques ao Fundo de Investimento Imobiliário (FII) do projeto Boa Vista Estates.
Além disso, a empresa consolida o melhor segundo trimestre e o melhor semestre de toda a sua história, com lucro de R$ 816 milhões (alta de 34% em relação ao 1S25) e R$ 753,4 milhões de EBITDA ajustado (crescimento de 69%).