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quarta-feira, agosto 12, 2026

Petróleo Sobe 5% após Irã e EUA Trocarem Exigências de Indenização

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Os preços do petróleo fecharam com alta de 5% nesta segunda-feira (10), depois que o Irã e os Estados Unidos trocaram exigências de indenização, prejudicando as perspectivas de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.

O Irã também afirmou que os EUA devem suspender as sanções contra Teerã e atender a uma série de outras condições para a reabertura da importante via navegável, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã deve pagar indenização por “todas as pessoas que mataram e feriram gravemente”.

Os futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$ 4,17, ou 4,99%, a US$ 87,72 o barril, enquanto os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA fecharam com alta de US$ 3,95, ou 5,05%, a US$ 82,13.

Os ganhos percentuais foram os maiores desde 29 de julho em ambos os contratos. Os dois índices de referência caíram mais de 7% na semana passada, em meio a esperanças de que Irã e Omã estivessem próximos de chegar a um acordo que resultasse na reabertura do estreito, pelo qual passava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes do início do conflito no Oriente Médio, no final de fevereiro.

O Irã afirmou estar próximo de um acordo final com Omã para definir novas rotas de navegação pelo estreito, mas reiterou que os EUA devem cumprir outras condições, incluindo indenização e o fim das sanções e ameaças militares, antes que a via navegável estratégica seja reaberta.

O Irã e os EUA não estão atualmente envolvidos em negociações. Teerã não as iniciará enquanto Washington estiver violando um acordo provisório assinado em junho, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, no domingo.

Ibovespa

O Ibovespa fechou com um declínio modesto em linha com o viés negativo em Wall Street, enquanto petrolíferas tiveram uma sessão bastante positiva na esteira do forte avanço do petróleo no exterior, em meio a incertezas envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,19%, a 172.179,93 pontos, após avançar a 172.935,59 na máxima e chegar a 171.524,22 na mínima do dia.

No exterior, Wall Street encerrou a sessão com variações modestas, em meio a incertezas envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz. O S&P 500 recuou 0,06%, o Nasdaq perdeu 0,32% e o Dow Jones caiu 0,11%.

O Irã afirmou estar prestes a fechar um acordo definitivo com Omã para definir novas rotas marítimas entre os dois países através do Estreito de Ormuz, mas reiterou que os Estados Unidos devem cumprir outras condições, incluindo indenização e o fim das sanções e ameaças militares, antes que a via navegável estratégica seja reaberta.

Ao comentar a declaração, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Teerã terá que indenizar “todas as pessoas que matou e feriu gravemente”, após o Irã de obter indenização pelos danos sofridos durante o conflito com os EUA e Israel. O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em alta de 499%, a US$87,72.

Na visão de analistas do Itaú BBA, o Ibovespa permanece sem uma direção clara no curto prazo, mas com leve viés negativo, de acordo com o relatório Diário do Grafista nesta segunda-feira.

Destaques

• AXIA ON recuou 2,26%, ampliando as perdas desde a divulgação do resultado do segundo trimestre na última quinta-feira, após o fechamento, com lucro de R$ bilhões, abaixo das previsões do mercado. O Itaú BB reiterou

• PETROBRAS PNsubiu 3,33%, endossada pelo avanço do preço do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON saltou 6,6%, PETRORECONCAVO ON valorizou-se 4,99% e BRAVA ON fechou em alta de 1,26%.

• EMBRAER ON avançou 2,31%, após a companhia reportar nesta segunda-feira lucro líquido ajustado de R$1,11 bilhão para o segundo trimestre, crescimento de cerca de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, com receita recorde. A fabricante de aviões também elevou suas projeções de margem operacional e fluxo de caixa para 2026. Na máxima, mais cedo, as ações dispararam mais de 9%.

• COSAN ON cedeu 5,99%, cravando a quinta quedaconsecutiva. A companhia divulga na quarta-feira, após o fechamento, seu balanço do segundo trimestre.

• BRADESCO PN perdeu 0,75%, engatando o quinto pregão seguido de baixa. Analistas do UBS BB cortaram o preço-alvo das ações de R$25 para R$24, enquanto reiteraram a recomendação de compra para os papéis, após revisar algumas projeções para o banco na esteira da divulgação do balanço do segundo trimestre na quinta-feira à noite. ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,81%. BTG PACTUAL UNIT, que divulga balanço antes da abertura na terça-feira, caiu 0,09%.

• VALE ON terminou com acréscimo de 1,28%, mesmo em dia de fraqueza dos futuros do minério de ferro na China. No setor, CSN ON caiu 2,41%, mesmo tendo no radar o anúncio de que recebeu propostas vinculantespara sua unidade produtora de cimento, em linha com o cronograma estipulado para o processo competitivo para a venda integral de sua subsidiária.

• IGUATEMI UNIT subiu 1,32%, após assinar proposta vinculantecom o fundo imobiliário TRX Real Estate para venda de participações em cinco ativos de seu portfólio por R$876,1 milhões.

• VAMOS ONcaiu 5,52%, tendo também como pano de fundo renúncia de José Cezário aos cargos de diretor financeiro e de diretor de relações com investidores da companhia de aluguel e gestão de frotas de veículos pesados. O executivo seguirá nos postos até o próximo dia 17, quando Rodrigo Araujo de Faria, atual diretor de RI não-estatutário, passa a ocupar interinamente as funções.

• JBS fechou em queda de 5,7% em Nova York, onde os papéis são listados. A maior processadora global de carne anunciou nesta segunda-feira que Wesley Batista Filho assumirá a posição de presidente-executivo global da companhia a partir de janeiro de 2027, marcando o retorno de um integrante da família controladora da empresa ao principal cargo executivo.

Dólar

O dólar encerrou em alta no Brasil, revertendo o recuo da sexta-feira (07), acompanhando a alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em meio à retomada da tensão entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz e à cautela do mercado antes de indicadores de inflação relevantes no Brasil e nos Estados Unidos ao longo da semana.

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,52%, aos R$ 5,1107. Na sexta-feira, a moeda havia fechado em baixa, aos R$ 5,0845. Às 17h30, o dólar futuro para setembro DOLc1 — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,44% na B3, aos R$ 5,1330.

O avanço da moeda norte-americana acompanhou a alta dos rendimentos dos Treasuries, com investidores se posicionando para os dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) desta semana nos Estados Unidos.

O rendimento do Treasury de 10 anos — referência global para decisões de investimento — avançava mais de 5 pontos-base, a 4,702%, enquanto o título de 2 anos ganhava mais de 4 pontos-base, a 4,240%, com o petróleo subindo em meio à incerteza sobre um acordo entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz.

No Brasil, o mercado também aguarda a divulgação da ata do Copom e os dados do IPCA de julho na terça-feira, que devem ajudar a calibrar a aposta em novo corte da Selic na reunião de setembro.

“Os mercados de juros e moedas globais estão reagindo principalmente à esticada dos preços de petróleo, na ausência de indicadores relevantes na agenda macroeconômica”, disse Lais Costa, analista da Empiricus Research.

[Fonte Original]

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