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sábado, agosto 15, 2026

SLC Agrícola Registra Receita de R$ 2,2 Bilhões no Segundo Trimestre

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A SLC Agrícola encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 2,2 bilhões, alta de 16,8% na comparação com o mesmo período do ano passado e recorde para um segundo trimestre, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, 12 de agosto. O lucro líquido chegou a R$ 245,1 milhões, crescimento de 75,3% em um ano. No campo, a companhia concluiu a colheita da soja com produtividade de 4.146 quilos por hectare e projeta para o algodão rendimentos acima dos registrados na safra anterior.

“Os números do trimestre refletem um trabalho que começa muito antes da colheita. O planejamento das culturas, o cuidado diário nas fazendas, a gestão comercial e a disciplina na alocação de capital permitiram ampliar a operação e entregar resultados consistentes. Crescemos em escala, mas seguimos atentos à eficiência e à qualidade da execução”, afirma Aurélio Pavinato, diretor-presidente da SLC Agrícola.

Fundada em 1977 e com sede em Porto Alegre (RS), a empresa opera 26 unidades de produção em oito Estados brasileiros, concentradas no Cerrado. A companhia produz soja, algodão e milho, mantém criação de bovinos em sistemas de integração lavoura-pecuária e atua no mercado de sementes de soja, algodão e braquiária. Para a safra 2025/26, a área plantada prevista é de 830,3 mil hectares.

O resultado bruto alcançou R$ 941,2 milhões entre abril e junho, 43,5% acima dos R$ 656 milhões correspondentes ao mesmo período de 2025, considerando a variação informada pela companhia. O EBITDA ajustado somou R$ 580,6 milhões no trimestre, com margem de 26,7%. No primeiro semestre, o indicador chegou a R$ 1,3 bilhão, avanço de 4,3%. De acordo com a SLC Agrícola, o desempenho trimestral incluiu um acréscimo de R$ 111,3 milhões no resultado bruto das culturas.

A escala comercial também aumentou. Foram faturadas 806,1 mil toneladas de produtos agrícolas no trimestre, 14,4% acima do volume registrado entre abril e junho do ano passado e o maior montante para o período, segundo a empresa. A movimentação incluiu 568,3 mil toneladas de soja, alta de 9,8%, 93,1 mil toneladas de algodão em pluma, avanço de 21,9%, e 103,5 mil toneladas de milho, crescimento de 69,5%. Na pecuária, foram comercializadas 12,8 mil cabeças, 52,3% a mais que um ano antes.

A soja ocupou 424,6 mil hectares na safra 2025/26, o equivalente a 51% da área cultivada pela companhia. Com a colheita encerrada, a produtividade média ficou em 4.146 quilos por hectare, 4,7% acima da safra anterior e 2,7% superior ao rendimento previsto inicialmente pela SLC Agrícola. Segundo a empresa, o resultado ficou 11,7% acima da média brasileira indicada pela Conab em julho. No segundo trimestre, a oleaginosa gerou resultado bruto de R$ 301,3 milhões, equivalente a R$ 530 por tonelada.

No algodão, cuja colheita ainda estava em andamento na divulgação do balanço, a SLC Agrícola cultivou 191,3 mil hectares. Para a primeira safra, a projeção é colher 2.220 quilos de pluma por hectare, aumento de 20,6% sobre o ciclo anterior e rendimento 7,5% acima do projeto inicial. Para a segunda safra, a estimativa é de 2.072 quilos por hectare, 4,5% acima do planejado.

A combinação entre produtividade e volume comercializado ocorre em um momento no qual parte relevante da produção ainda precisa passar pelo faturamento. Até a divulgação dos resultados, a empresa havia colhido 100% da soja, 90,6% do milho de segunda safra e 61,2% do algodão. Segundo a SLC Agrícola, a maior parcela do custeio da temporada 2025/26 já havia sido paga, enquanto 100% da produção de algodão e 99% do milho ainda seriam faturados e entregues.

O milho respondeu por uma das maiores variações de volume entre as atividades da companhia no trimestre. A receita líquida da cultura cresceu 56,6%, para R$ 77,7 milhões, enquanto o resultado bruto avançou 5,7%. A diferença entre as taxas mostra que o aumento da receita não foi acompanhado na mesma proporção pelo resultado bruto.

Na pecuária, a receita líquida alcançou R$ 93,5 milhões, 74,9% acima do segundo trimestre de 2025. O resultado bruto somou R$ 15,7 milhões, avanço de 82,4%. Por cabeça comercializada, o resultado ficou em R$ 1.225, crescimento de 19,9% na comparação anual. A atividade faz parte do modelo de integração lavoura-pecuária adotado pela companhia.

Parte dos investimentos realizados em 2026 está direcionada à irrigação. A SLC Agrícola aplicou R$ 81,7 milhões nesses projetos durante o segundo trimestre e R$ 155 milhões no acumulado dos primeiros seis meses do ano. A Fazenda Piratini recebeu a maior parcela dos recursos, destinados à implantação de pivôs, perfuração de poços e construção de reservatórios, além de infraestrutura elétrica e hidráulica.

A companhia também antecipou a aquisição de insumos para a safra 2026/27. Até o fechamento do trimestre, estavam comprados 100% dos fosfatados, 90% do cloreto de potássio, 96% dos defensivos e 70% dos nitrogenados previstos. No caso dos defensivos, o percentual contratado avançou 18,7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

Nos indicadores ambientais divulgados pela empresa, cinco fazendas apresentaram em 2025 balanço negativo de carbono nos escopos 1 e 2. Paineira, Parceiro, Paladino, Panorama e Palmares removeram, em conjunto, 38,2 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente a mais do que emitiram no período, segundo dados da própria SLC Agrícola. Palmares e Panorama registraram saldo negativo pelo segundo ano consecutivo.

Com ações negociadas na B3 sob o código SLCE3, a SLC Agrícola entra na etapa final da safra 2025/26 com parte do algodão ainda no campo e parcela dos volumes de algodão e milho a faturar. A companhia estima que essas entregas contribuam para reduzir a alavancagem financeira ao longo do segundo semestre, enquanto a compra antecipada de fertilizantes, defensivos e nitrogenados já desloca parte da gestão operacional para o ciclo 2026/27.

[Fonte Original]

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