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terça-feira, agosto 25, 2026

Bitcoin hoje: BTC sobe a US$ 79 mil e traders fazem aposta milionária em US$ 82 mil

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O Bitcoin negocia acima de US$ 79 mil nesta terça-feira (25), após perder fôlego depois de superar a marca de US$ 81 mil durante a madrugada, mas ainda mantém forte ganho tanto no dia quanto na semana.

Nesta manhã, o Bitcoin tem alta de 2,6%, cotado a US$ 79.317 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em $ 409.722, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, sobe 0,6%, a US$ 2.480. Já o XRP tem alta de 1,2%, enquanto a Solana sobe 5,9% e a BNB avança 0,4%.

O movimento ocorre depois de uma disparada que levou o BTC de cerca de US$ 64 mil para perto de US$ 80 mil em uma semana. O rali foi impulsionado pela ampliação das recompras de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos, pela entrada de recursos em ETFs de Bitcoin à vista e por uma onda de liquidações de traders vendidos, que acelerou o movimento de alta.

Agora, o mercado tenta entender se a alta pode continuar ou se o Bitcoin precisa de uma correção após subir tão rápido. Um sinal de otimismo apareceu no mercado de opções: um ou mais traders compraram 2 mil contratos de call de Bitcoin com preço de exercício em US$ 82 mil e vencimento em 4 de setembro, segundo dados da Laevitas.

Na prática, a aposta indica que esses investidores veem chance de o BTC superar os US$ 82 mil nos próximos dias. O prêmio pago foi de US$ 2,9 milhões, valor máximo que os compradores podem perder caso o Bitcoin fique abaixo desse nível até o vencimento.

ETFs ajudam, mas cautela segue no mercado

A alta recente também ganhou sustentação com a volta da demanda institucional. Os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos registraram US$ 337,56 milhões em entradas líquidas em 24 de agosto, no sexto dia consecutivo de captação positiva, segundo dados da SoSoValue. No mesmo dia, os ETFs de Ethereum receberam US$ 115,57 milhões, enquanto fundos de Solana e XRP também tiveram entradas.

A sequência é importante porque mostra uma demanda mais duradoura do que o short squeeze da semana passada. O rompimento do Bitcoin acima de US$ 69 mil foi acelerado por cerca de US$ 3 bilhões em liquidações de posições vendidas, um tipo de compra forçada que não se repete indefinidamente. Já seis dias seguidos de entradas em ETFs, somando mais de US$ 2,5 bilhões, indicam que investidores institucionais passaram a acompanhar o movimento.

Mesmo assim, a cautela continua aparecendo no mercado de derivativos. O chamado skew de opções, métrica que mede a diferença entre o prêmio pago por opções de alta e de baixa, segue negativo para Bitcoin e Ethereum. Isso sugere que, apesar das apostas pontuais em novos ganhos, investidores ainda pagam por proteção contra quedas depois de uma alta muito rápida.

O BTC também encontrou resistência técnica perto da média móvel de 50 semanas, localizada em torno de US$ 81.085. Na segunda-feira, a criptomoeda chegou a tocar US$ 81.265, mas foi rejeitada nessa região e voltou para abaixo de US$ 80 mil. Esse nível passa a ser a principal barreira de curto prazo. Um rompimento consistente poderia abrir caminho para novas tentativas acima de US$ 82 mil, enquanto uma falha pode levar o mercado a testar suportes mais baixos.

Entre analistas, o tom é de otimismo com cautela. Min Jung, pesquisadora da Presto Research, avaliou que ainda é cedo para chamar o movimento de novo bull market. Para ela, a alta acima de US$ 80 mil parece mais um “catch-up trade”, ou seja, uma recuperação atrasada do Bitcoin em relação a outros ativos de risco.

Jeff Mei, COO da BTSE, também adotou uma postura mais conservadora. Ele afirmou que só consideraria um bull market confirmado se o Bitcoin sustentasse os US$ 100 mil por um mês e se o Federal Reserve sinalizasse cortes de juros, algo que ainda é incerto.

Por outro lado, Justin d’Anethan, chefe de pesquisa da Arctic Digital, vê sinais mais construtivos. Para ele, a força do movimento, com uma grande vela de alta em gráficos diários e semanais, sugere uma possível mudança de tendência, saindo de uma fase de acumulação lenta para um mercado mais claramente comprador.

O principal teste agora pode vir do lado macroeconômico. Analistas apontam que o rali cripto precisa de inflação mais fraca, juros dos Treasuries em queda e dólar mais fraco para continuar. O índice de preços PCE dos Estados Unidos, uma das métricas de inflação preferidas do Federal Reserve, será observado de perto nesta semana. Uma leitura abaixo do esperado pode reforçar ativos de risco; um dado mais quente pode pressionar juros, liquidez e o próprio Bitcoin.

Para o curto prazo, a faixa entre US$ 81 mil e US$ 82 mil virou o ponto-chave. Se o Bitcoin romper essa região com entrada contínua em ETFs, a aposta compradora no mercado de opções pode ganhar força. Se voltar a falhar, o mercado pode realizar parte do rali e buscar suporte nas regiões de US$ 77 mil e US$ 75 mil.

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[Fonte Original]

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