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segunda-feira, agosto 3, 2026

Petróleo despenca e futuros dos EUA avançam com negociações entre EUA e Irã

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(Bloomberg) — O petróleo caiu, os futuros das bolsas dos Estados Unidos avançaram e o dólar perdeu força depois que o presidente Donald Trump afirmou que uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã começará na segunda-feira, aumentando o otimismo de que os dois países possam chegar a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.

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Os contratos futuros do S&P 500 subiram nas primeiras negociações, após o índice à vista ter avançado 0,7% na sexta-feira. O dólar australiano, sensível ao apetite por risco, liderou os ganhos frente à moeda americana, enquanto o iene também se valorizou levemente, com investidores atentos à possibilidade de novas intervenções coordenadas para sustentar a moeda japonesa.

O petróleo Brent chegou a cair mais de 7% na abertura dos mercados, depois que Trump afirmou ter concordado em cancelar um grande ataque ao Irã após aliados do Oriente Médio, incluindo a Arábia Saudita, pedirem que ele priorizasse um acordo diplomático. A commodity também foi pressionada por mais um pequeno aumento nas cotas de produção dos principais países da Opep+.

“Seria o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial”, disse Trump a jornalistas no domingo, a bordo do Air Force One. “Vamos apenas ver se conseguimos chegar a um acordo.”

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A possibilidade de uma trégua surge após dias de escalada das tensões, nos quais os EUA ameaçaram atingir a República Islâmica “com muita força” na tentativa de encerrar um conflito que já entra em seu sexto mês. A restrição na oferta provocada pela guerra elevou os preços dos combustíveis, alimentando temores de uma nova alta da inflação e abalando os mercados globais de ações, títulos e moedas.

Investidores seguem atentos a novas intervenções no iene

Os operadores também monitoram o iene em busca de sinais de novas intervenções conjuntas entre Japão e Estados Unidos, após operações coordenadas em Tóquio e Nova York na semana passada provocarem uma forte recuperação da moeda japonesa. No domingo, Trump afirmou a jornalistas que a iniciativa foi “um sinal de amizade”.

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A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, deve anunciar já na segunda-feira que os dois governos estão atuando de forma coordenada, segundo uma fonte com conhecimento do assunto. A medida reforçaria uma parceria que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já vinha sinalizando de forma indireta, mas enfática, por meio da imprensa.

“A história mostra que intervenções cambiais conjuntas têm grande impacto, e os investidores deveriam seguir o fluxo das autoridades, e não apostar contra ele”, escreveu Elias Haddad, diretor global de estratégia de mercados do Brown Brothers Harriman, em nota a clientes. “Desde 1998, os três episódios de intervenção cambial coordenada dos EUA foram bem-sucedidos.”

Principais movimentações dos mercados:

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Ações

Futuros do S&P 500: +0,4% às 7h01 (horário de Tóquio)

Moedas

  • Euro: +0,2%, para US$ 1,1553
  • Iene japonês: +0,2%, para 157,02 por dólar
  • Yuan offshore: estável em 6,7489 por dólar
  • Dólar australiano: +0,3%, para US$ 0,7043

Criptomoedas

  • Bitcoin: +0,3%, para US$ 63.613,78
  • Ether: +0,6%, para US$ 1.893,74

Commodities

  • Petróleo WTI: -6,7%, para US$ 78,98 por barril
  • Ouro à vista: +0,7%, para US$ 4.073,15 por onça troy

Por Matthew Burgess

© 2026 Bloomberg L.P.

[Fonte Original]

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