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quarta-feira, setembro 9, 2026

Comissão da ONU na Europa lança guia para combater calor extremo

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A Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa, Unece, lançou um guia pioneiro que ajuda as cidades a otimizar as fontes de financiamento das suas florestas para enfrentar o calor extremo.

Publicado este mês, o documento demonstra como as cidades podem recorrer a investimentos privados, filantropia, incentivos e participação comunitária para apoiar a manutenção da infraestrutura verde.

Ondas de calor contribuem para mortalidade

As ondas de calor recorde estão a causar um impacto crescente na saúde pública. Apenas nos últimos quatro anos, estima-se que mais de 200 mil mortes na União Europeia estejam relacionadas com as altas temperaturas.

Na linha da frente das alterações climáticas encontram-se as cidades, nas quais florestas urbanas e periurbanas constituem uma linha de defesa vital, contribuindo para a regulação da temperatura e da qualidade do ar.

No entanto, as copas destas árvores urbanas permanecem, cada vez mais, vulneráveis à seca e ao calor extremo. Existe ainda a necessidade de uma gestão cuidadosa e a longo prazo, piorados com a falta crônica de orçamento.

© Adobe Stock/Bruno
Fumaça do incêndio florestal de Trévillach em Perpignan, França.

Novas “raízes” de financiamento

Para ajudar as cidades a quebrar este ciclo, o guia da Unece questiona a ideia de que os municípios devem depender exclusivamente dos orçamentos públicos para sustentar a sua cobertura arbórea urbana.

A publicação demonstra como, através de novas fontes de financiamento, os executivos podem garantir a sustentabilidade dos seus espaços verdes, recorrendo a exemplos reais de cidades espalhadas pelo mundo.

Na capital do Reino Unido, os corredores verdes estão integrados nas principais redes de transportes, sendo apoiados através de orçamentos de infraestruturas e processos de concurso.

Por sua vez, a cidade de Leipzig, na Alemanha, envolve os residentes diretamente através de um programa de arborização urbana financiado pela população.

Já na cidade australiana de Melbourne, a gestão das florestas urbanas assenta em fundos específicos, garantindo os recursos financeiros a longo prazo para o aumento das áreas verdes nas cidades.

Novos desafios exigem planeamento estratégico

Num contexto de crescentes pressões climáticas e de escassez de recursos públicos, a Unece sublinha que, para os dirigentes municipais, o desafio já não passa por decidir se devem investir em florestas urbanas, mas antes por garantir a sua sustentabilidade a longo prazo.

De acordo com a comissão da ONU, apenas o financiamento inovador, aliado ao planeamento estratégico e a parcerias mais sólidas determinarão se as florestas urbanas poderão continuar a proteger as comunidades do aumento das temperaturas e de outros riscos climáticos.

[Fonte Original]

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