O alívio nos preços do petróleo no pregão desta sexta-feira (11) impulsiona os ganhos nas bolsas de Nova York e contribui para a queda dos rendimentos dos Treasuries, embora eles permaneçam em patamares elevados após as máximas da véspera, diante dos riscos inflacionários. Os dados de hoje do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos reforçaram as apostas do mercado em uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima semana.
Por volta de 13h20, o índice Dow Jones subia 1,01%, aos 52.589,00; o S&P 500 avançava 1,05%, aos 7.671,22; e o Nasdaq Composto tinha alta de 1,23%, aos 26.401,531 pontos. O índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – seguia estável (+0,04%), a 99,08 pontos.
O rendimento da T-note de dois anos, mais sensível à política monetária, subia a 4,623%, de 4,588% no fechamento anterior, e o da T-note de dez anos recuava de 4,969% para 4,960%, após operarem em alta leve na sequência da divulgação dos dados de inflação. Na ponta longa, o T-bond de 30 anos caía para 5,351%, de 5,368%.
Nos mercados de commodities, o petróleo Brent para entrega em novembro caía 2,17% a US$ 105,31por barril, e o WTI para o mesmo mês cedia 2,52% a US$ 95,92, após a Agência Internacional de Energia (AIE) alertar que os preços mais altos também estão afetando o consumo. A agência reduziu a projeção para demanda global.
Os preços tiveram ganhos firmes nos últimos dias na medida em que o conflito no Oriente Médio entrou em uma nova fase, com escalada de operações militares na região, com relatos de ataques a navios carregados de combustível por ambos os lados do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Diante do cenário de de energia mais cara, os dados do CPI reforçaram a percepção do mercado da necessidade de um aperto monetário pelo Fed. O núcleo do CPI de agosto subiu 0,3%, acima do consenso de mercado de 0,2%. Segundo dados compilados pelo CME Group, as apostas em uma restrição na política monetária subiram de 72,4%, ontem, para 85,6%, hoje.
Segundo ela, já não se trata simplesmente de um ajuste fino da economia. “Após meia década de inflação acima da meta, é provável que os formuladores de política monetária concluam que será necessária mais de uma alta de juros para restabelecer a estabilidade de preços.” Os ativos de risco podem absorver confortavelmente duas ou três altas de juros, desde que o crescimento econômico e os lucros das empresas permaneçam fortes, afirma.