Os contratos futuros do petróleo fecharam sem direção única nesta quinta-feira, ao fim de um pregão de certa volatilidade, enquanto o conflito no Oriente Médio não dá sinais de trégua. Nesta semana, os preços do petróleo Brent voltaram a superar a marca de US$ 95 por barril, após os Estados Unidos e o Irã trocarem ataques pela primeira vez em cerca de um mês, esfriando a perspectiva de que um acordo de paz poderia ser alcançado em breve.
No fechamento, o petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em novembro teve queda de 0,12%, cotado a US$ 95,52 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência americana) com entrega prevista para outubro subiu 0,32%, a US$ 91,30 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Entre as últimas notícias em torno do conflito, o Irã disse ter atacado novas bases americanas no Oriente Médio, e Israel indicou estar preparado para voltar aos combates, se necessário. Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, foi questionado sobre quanto tempo uma nova campanha de bombardeios poderia durar e respondeu: “Acho que não muito tempo”. Ele acrescentou, no entanto, que os Estados Unidos estão preparados para agir novamente.
David Oxley, economista de commodities da Capital Economics, afirma em relatório que, como uma resolução rápida da crise no Estreito de Ormuz parece improvável, ele passou a esperar que o preço do petróleo Brent chegue a US$ 100 por barril até o fim deste ano, antes de cair em 2027. “Embora anteriormente tivéssemos assumido que haveria uma recuperação sustentada dos fluxos de energia do Oriente Médio para os níveis anteriores à guerra ao longo do segundo semestre de 2026, esse cenário não parece mais ser o mais provável”, escreve o economista em nota. “Nossa nova premissa de trabalho é que o status quo persistirá durante o restante deste ano e que a normalização dos fluxos de energia só ocorrerá no início de 2027.”