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sábado, setembro 5, 2026

Dólar à vista avança e vai a R$ 5,13, mas na semana tem recuo de 1,27%

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O dólar à vista exibiu valorização nesta sexta-feira (4), dia marcado por dados mais fortes de emprego nos Estados Unidos e por ajustes após uma semana mais construtiva para os ativos locais.

Com o “payroll” forte nos EUA e com a correção do bom humor do começo da semana – engatilhado pela disputa eleitoral mais acirrada – a divisa brasileira exibiu hoje o pior desempenho do dia, ainda que não tenha ocorrido um grande descolamento do restante dos mercados. Operadores de câmbio entendem que um movimento construtivo muito maior no real é improvável. Na semana, de todo modo, o dólar caiu 1,27%.

Encerradas as negociações do mercado à vista, o dólar registrou alta de 0,50%, cotado a R$ 5,1300, depois de ter batido na mínima de R$ 5,1012 e encostado na máxima de R$ 5,1422. Já o euro comercial registrava valorização de 0,37%, a R$ 5,9579.

Perto das 17h20, no exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, apreciava 0,23%, aos 99,140 pontos.

O dólar à vista ganhou tração nesta sessão após a divulgação do “payroll” de agosto nos EUA, mas o movimento foi e voltou ao longo do dia. A moeda americana perdeu fôlego, ainda que tenha se mantido em alta frente ao real e a maioria das moedas mais líquidas.

No caso do real, traders viram esta semana como um ponto de virada por conta do cenário político. O Wells Fargo afirma, em nota, que o foco deve se manter nas novas pesquisas eleitorais, que podem confirmar uma eleição mais competitiva, reforçando a visão atual da casa de alta para o real. “A tendência ficou muito clara em praticamente todas as pesquisas recentes, que mostram uma disputa bastante acirrada, à medida que acusações de corrupção atingiram ambos os candidatos. Algumas pesquisas mostram os principais candidatos tecnicamente empatados no segundo turno, com a campanha entrando em suas últimas semanas.”

Ainda segundo o banco americano, o mercado tem se concentrado recentemente nos diferentes cenários eleitorais e em como se posicionar antes da eleição. “O consenso tem sido ficar vendido em real [aposta contrária à moeda brasileira] à medida que a incerteza eleitoral é precificada. Estamos no campo oposto e mantemos uma posição comprada em real contra o dólar desde 19 de agosto”, acrescentam.

“Enquanto isso, a atividade econômica continua fraca e a inflação certamente oferece espaço para que o Banco Central continue reduzindo os juros em movimentos de 0,25 ponto percentual. Esse é um cenário doméstico favorável. O ambiente global também é importante, já que as commodities em geral estão atingindo novas máximas, enquanto a exposição do Brasil ao petróleo bruto oferece suporte às contas externas e ao real.”

Já estrategistas do J.P.Morgan dizem que o carry tem sido fundamental para o desempenho do real, mas, apesar dos juros elevados, a moeda continua em posição frágil às vésperas da eleição, com o posicionamento pesado em real e sem prêmio de risco. “A razão mais provável por trás da resiliência do real neste ano é seu colchão de ‘carry’. A força do crescimento global manteve o apetite por risco sustentado e o ambiente favorável às moedas de alto rendimento ao longo de todo o ano.”

Segundo o banco, em termos de posicionamento, as posições compradas em real estão acima dos níveis observados antes das eleições anteriores, de acordo com os dados da IMM e com a pesquisa J.P. Morgan EM Client Survey.

Ainda de acordo com o J.P., houve uma melhora no risk reversals (reversão de risco) de dólar/real, mesmo antes de Flávio Bolsonaro reduzir a vantagem para Lula nas pesquisas. Isso “teria sido impulsionado, segundo relatos, por uma combinação da oferta de calls de dólar por empresas locais e de investidores internacionais buscando exposição alavancada a um resultado de fortalecimento do real”. Como resultado, o banco diz que as puts de dólar/real agora aparecem excepcionalmente caras em relação ao histórico. “Essa mudança torna as estratégias de opções baseadas em skew (assimetria da volatilidade implícita) mais atraentes do que operações de venda direta de volatilidade.”

[Fonte Original]

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