Novo CEO da B3 diz que manutenção da confiança é a prioridade de sua gestão

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O diretor-presidente da B3, Christian Egan, disse que a manutenção da confiança na companhia é a maior prioridade durante sua gestão. O executivo, que assumiu o cargo em julho, participou nesta terça-feira (15) da abertura do B3 Week, realizado em São Paulo.

“Toda a indústria se baseia na ideia da confiança, algo que se constrói ao longo dos anos e se perde em segundos. Por isso, proteger a confiança não é uma das prioridades, ela é a prioridade. É a preocupação por trás de tudo o que nós fazemos”, falou a uma plateia formada por investidores estrangeiros e locais.

Egan disse que, desde que chegou à presidência, passou a receber perguntas sobre o futuro da B3, e que costuma responder falando de quatro tópicos: clientes, tecnologia, pessoas e confiança.

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“O foco no cliente não deve ser apenas o slogan da empresa”, afirmou, dizendo que é preciso que, internamente, esteja claro o que pode ajudar os clientes. Nesse sentido, todos os comentários feitos sobre a B3 por agentes do mercado não devem ser levados para dentro de casa como uma reclamação, mas sim como um “mapa para solução”.

Sobre tecnologia, Egan afirmou que ela não deve ser vista como função de apoio, “mas como o centro da B3”, apontou. “Tecnologia não é uma função de suporte para empresas como a B3. Ela influencia diretamente a velocidade com que inovamos, construímos soluções e criamos oportunidades para o mercado. Mais importante do que os números é o que conseguimos fazer com eles para melhorar a experiência dos clientes e acelerar a inovação.”

O executivo também destacou a importância de fortalecer a conexão entre o Brasil e os fluxos globais de capital. “Nossa missão é conectar o Brasil ao mundo e o mundo ao Brasil. Nas duas direções e ao mesmo tempo. Estamos trabalhando para ampliar o acesso dos investidores globais às oportunidades do mercado brasileiro e, ao mesmo tempo, oferecer aos investidores brasileiros mais caminhos para acessar empresas, setores e mercados internacionais. Se o Brasil continuar crescendo, modernizando sua infraestrutura financeira e atraindo mais capital, a B3 terá um papel importante nesse processo”, afirmou.

Essa integração já acontece na prática, disse. Atualmente, investidores não residentes respondem por quase metade do volume negociado no mercado de ações da B3, enquanto os locais têm acesso a cerca de 800 BDRs e mais de 300 ETFs listados na B3.

[Fonte Original]

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