Ibovespa Fecha em Alta Forte; Petróleo Ultrapassa os US$ 100 e Dólar Cai

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, voltando a superar os 188 mil pontos, sustentado principalmente pelas ações de bancos, com nova pesquisa eleitoral corroborando o cenário disputado para a eleição presidencial de outubro.

Os papéis da Petrobras também forneceram um apoio relevante, com o barril do petróleo disparando mais de 6% no mercado internacional, na esteira da escalada de ataques a petroleiros no Oriente Médio.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,42%, a 188.268,59 pontos, tendo marcado 188.538,85 na máxima. Na mínima, no começo do dia, recuou a 184.601,20 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$30,94 bilhões.

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou no começo da tarde que o senador Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição entre ambos.

Flávio tem agora 46,4%, ante 42,6% na pesquisa anterior, ao passo que Lula tem 46,2%, ante 47,1%. Como a margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico.

O levantamento mostrou ainda que Lula mantém a liderança no primeiro turno, com 43% das intenções de voto, mesmo patamar da pesquisa de agosto, enquanto Flávio soma 37,4%, ante 34% na pesquisa anterior.

A pesquisa confirmou cenários já indicados pelos levantamentos QuaesteBTG/Nexus no começo da semana e agradou dado que parte de mercado acredita em melhora do cenário fiscal do país com mudança no Palácio do Planalto.

“O mercado vê Flavio mais próximo de Lula no segundo turno com a expectativa que consiga criar uma política fiscal mais responsável com as contas públicas. E isso favorece a bolsa”, afirmou o especialista em investimentos Josias Bento, sócio da GT Capital.

Dados atualizados da B3 também mostraram nova entrada de capital externo na bolsa paulista no último dia 8, com o saldo positivo em setembro passando a R$5,98 bilhões. Até o dia 4, era de quase R$5,34 bilhões.

Mais cedo, prevaleceram as preocupações com a inflação no mundo com o forte avanço do petróleo, que fechou em alta de 6,34%, a US$107,63.

Faltando menos de uma semana para a decisão de política monetária do Federal Reserve, o Banco Central Europeuelevouos juros nesta quinta-feira e afirmou que o conflito no Oriente Médio continua a gerar pressões.

Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,58%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA avançava a 4,9626% no final da tarde, de 4,837% na véspera.

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,83%, com outros papéis do setor também melhorando após uma abertura mais fraca. BRADESCO PN subiu 3,88%, BANCO DO BRASIL ON fechou em alta de 2,8% e BTG PACTUAL UNIT valorizou-se 2,35%. SANTANDER BRASIL UNIT foi a exceção com declínio de 0,13%. Em Nova York, NUBANK terminou com elevação 0,13% após o banco divulgar detalhes sobre suas operações nos Estados Unidos.

• PETROBRAS PN subiu 1,45%, renovando máximas, novamente apoiada pelo movimento dos preços do petróleo no exterior, que favoreceu petrolíferas na bolsa como um todo.A Petrobras também busca realizar um aumento de cerca de R$1 por litro no preço do diesel vendido em refinarias, mas aguarda a publicação de medidas do governo federal que evitariam impactos para os consumidores, disseram duas fontes com conhecimento das discussões à Reuters. Na véspera, o governo anunciou por meio de medida provisória um novo subsídio ao diesel inicialmente fixado em R$1 por litro.

• VALE ON recuou 1,1%, em meio ao declínio dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian fechou o pregão diurno com queda de 0,95%.

• MAGAZINE LUIZA ON fechou em alta de 6,65%, endossada pelo alívio nas taxas dos contratos de DI, que apoiaram outros papéis de companhias sensíveis ao movimento de juros, como ASSAÍ ON, que saltou 7,17%, e HAPVIDA ON.

• FLEURY ON avançou 3%, retomando o sinal positivo após ajuste na véspera, quando fechou em queda de 2%. Analistas do JPMorgan reiteraram a classificação “underweight” para a ação, citando que o valuation limita o espaço para um “re-rating”, mas elevaram o preço-alvo do papel de R$16,50 para R$18. Também destacaram que a visibilidade dos resultados da Fleurye seu perfil defensivo têm se tornado cada vez mais valiosos à medida que o Brasil se aproxima das eleições.

Dólar fecha em baixa, na contramão do exterior, após nova pesquisa eleitoral

O dólar fechou em baixa após uma nova pesquisa eleitoral mostrar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Planalto, ainda que em empate técnico.

O recuo do dólar ante o real ocorreu na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana subiu ante a maior parte das demais divisas.

O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,20%, a R$5,1013. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,06%.

Às 17h05, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,04% na B3, aos R$5,1260.

O dólar chegou a subir ante o real mais cedo, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, mas no fim da manhã a divisa perdeu força em meio a especulações no mercado de que uma nova pesquisa mostraria o avanço de Flávio na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após marcar a máxima de R$5,1472 (+0,70%) às 10h59, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0824 (-0,57%) às 11h58, antes mesmo da divulgação da pesquisa.

Às 14h30 a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi finalmente divulgada e mostrou Flávio com 46,4% das intenções de voto em um segundo turno, contra 46,2% de Lula. Ainda que os dois estejam em empate técnico, já que a margem de erro é de 1 ponto percentual, o fato de Flávio estar numericamente à frente de Lula foi bem recebido.

Isso porque Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio têm favorecido a queda do dólar.

No mercado de predição Polymarket, sediado nos Estados Unidos, Flávio também passou a superar Lula, com 53% das apostas de vitória neste fim de tarde, contra 44% do petista.

No exterior, a moeda norte-americana avançou ante a maior parte das demais divisas, em um dia marcado pela disparada dos rendimentos dos Treasuries e pelo avanço do petróleo Brent para acima dos US$107 o barril.

Nesta quinta-feira, os houthis, alinhados ao Irã, assumiram o controle do porto iemenita de Mocha, o que representa uma ameaça adicional ao tráfego no Mar Vermelho. Já o tráfego no Estreito de Ormuz permaneceu restrito, devido à intensificação dos ataques a petroleiros na região nos últimos dias.

Às 17h08, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,31%, a 99,084.

No início do dia, o Banco Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso — neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

As duas operações simultâneas são conhecidas como “casadão” pelos investidores e dão liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.

No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de outubro.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img