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terça-feira, setembro 1, 2026

Lula amarra apoio do Centrão no Congresso, mas isso garante votos na eleição? – BBC News Brasil

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Crédito, Igo Estrela/Getty Images

Legenda da foto, Interesse em lançar candidatura própria à Presidência ficou ainda menor com o avanço do orçamento das emendas parlamentares

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  • Tempo de leitura: 7 min

Nas eleições deste ano, o Centrão decidiu ficar na arquibancada. O bloco informal, formado por partidos de centro-direita que costumam apoiar diferentes governos em troca de verbas e cargos, não lançou nenhuma candidatura à Presidência, a despeito dos 13 nomes que disputarão o pleito.

Fazendo suspense até o último dia de registro de candidaturas, os principais partidos que compõem o bloco — MDB, Progressistas (PP), Republicanos, União Brasil e Podemos — decidiram liberar seus diretórios para apoios regionais, mantendo-se neutros em relação às candidaturas presidenciais.

A decisão, dizem especialistas, já era um pouco esperada. “Esses partidos não têm um projeto político nacional claro e convencer o eleitor a votar neles é mais difícil”, explica Cláudio Couto, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que se refere ao bloco como “partidos de adesão”. “A lógica é aderir aos governos, desde que bem recompensados com verbas e cargos.”

Talvez a única exceção nessa decisão de não disputar a Presidência neste ano seja o PSD, de Gilberto Kassab, que lançou Ronaldo Caiado.

Por isso, causou estranheza ao eleitorado a fala de Kassab — vice de Caiado — na semana passada.

[Fonte Original]

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