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terça-feira, setembro 1, 2026

Aplicativo falso do Claude dissemina o malware cripto RevStealer

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Últimas NotíciasPublicado1 de set. de 2026

O RevStealer tem como alvo mais de 50 carteiras de criptomoedas, além de senhas de navegador, cookies, dados de mensagens e documentos selecionados.

Um aplicativo de desktop falso do Claude está sendo usado para distribuir o RevStealer, uma variedade de malware para Windows criada para roubar criptomoedas, senhas e dados de navegadores.

Segundo um relatório divulgado na segunda-feira pela empresa de cibersegurança Morphisec, o RevStealer já havia sido distribuído por meio de repositórios do GitHub e sites com temática de trapaças para jogos, mas o caso mais notável é um projeto falso chamado “Claude Opus 5 Free Desktop”, que se faz passar pela desenvolvedora de IA Anthropic e promete acesso gratuito ao Claude. Os pesquisadores observaram que o malware foi projetado para deixar poucos rastros e procura bancos de dados de navegadores, cookies, registros de gerenciadores de senhas, configurações de VPN e acesso remoto, dados de mensagens, capturas de tela e documentos selecionados. O RevStealer também tem como alvo mais de 50 carteiras de criptomoedas.

O malware verifica se a máquina parece ser um dispositivo de um usuário real antes de desbloquear sua carga maliciosa, analisando a memória disponível, o número de núcleos do processador, o nome do host, o nome de usuário e o hardware gráfico. Ele também monitora os atrasos de depuração típicos de um ambiente de análise de malware.

Se o RevStealer detectar algo fora do comum, não prossegue para as etapas seguintes da infecção e da atividade maliciosa. Se o sistema passar nessas verificações, a carga é descriptografada, armazenada sob um nome aleatório e executada secretamente.

O relatório vem após a descoberta, pela empresa russa de cibersegurança Kaspersky, de um novo framework de malware voltado para investidores em criptomoedas chamado OkoBot, que pode coletar arquivos de carteiras de criptomoedas, dados de navegadores e credenciais de usuários, injetar extensões maliciosas e capturar janelas de aplicativos de carteiras para roubar ativos.

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[Fonte Original]

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