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quinta-feira, setembro 3, 2026

Bitcoin hoje: BTC sobe e encosta em US$ 78 mil com queda nas apostas de alta de juros nos EUA

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O Bitcoin voltou a subir nesta quinta-feira (3) e opera na casa de US$ 77,5 mil, recuperando parte das perdas recentes após chegar a tocar a região de US$ 76 mil. A alta ocorre em meio a um alívio parcial no dólar e nos juros dos títulos dos EUA, enquanto investidores reduzem levemente as apostas em uma nova alta de juros pelo Federal Reserve neste mês.

Nesta manhã, o Bitcoin tem alta de 1%, cotado a US$ 77.538 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 395.764, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, fica estável a US$ 2.391. Já o XRP sobe 2,3%, enquanto a Solana avança 1,1% e a BNB tem alta de 2,5%.

A recuperação do BTC acontece depois de uma sequência de pressão causada por petróleo acima de US$ 90, juros globais em alta e dólar forte. O WTI segue em patamar elevado por causa das tensões entre Estados Unidos e Irã, mas os mercados globais tiveram algum alívio nesta quinta, com recuo parcial dos rendimentos dos Treasuries e do índice DXY.

Esse alívio veio após dados mais fracos do mercado de trabalho dos EUA. O relatório da ADP mostrou criação de 38 mil vagas privadas em agosto, abaixo da expectativa de economistas, sinalizando uma desaceleração na contratação. O dado reduziu parte da pressão sobre os juros, mas não eliminou a expectativa de aperto monetário pelo Fed.

Investidores ainda veem perto de 60% de chance de alta de juros em setembro, depois das apostas chegarem a 67% no início desta semana. O número recuou em relação ao pico recente, mas continua bem acima do nível da semana passada, antes do discurso mais duro de Kevin Warsh em Jackson Hole.

Emprego dos EUA vira teste para o Bitcoin

O próximo grande gatilho para o mercado será o relatório oficial de emprego dos EUA, o payroll, previsto para sexta-feira. O dado pode definir se o Fed terá espaço para manter os juros estáveis ou se seguirá pressionado a elevar a taxa para conter a inflação.

Para o Bitcoin, um payroll mais fraco tende a ser visto como positivo no curto prazo, porque reduziria as apostas de alta de juros e poderia enfraquecer o dólar. Nesse cenário, a região dos US$ 80 mil voltaria ao radar. Por outro lado, um dado forte pode reacender a pressão sobre ativos de risco, especialmente se vier acompanhado de salários ainda elevados.

Analistas da Bitfinex, citados pela CoinDesk, apontaram que o custo médio dos investidores ativos na rede está perto de US$ 76.350. O Bitcoin chegou a se aproximar desse nível antes de compradores aparecerem, o que ajuda a explicar a defesa da faixa entre US$ 76 mil e US$ 77 mil nos últimos dias.

Apesar da reação, setembro ainda inspira cautela. Os analistas lembram que o mês costuma ser historicamente negativo para o BTC, com retorno médio de -2,95% desde 2013. Ainda assim, eles avaliam que uma correção dentro do mês não necessariamente invalidaria a tendência maior de recuperação, caso o Bitcoin consiga preservar suportes relevantes.

A leitura técnica também segue dividida. O Bitcoin rompeu médias móveis importantes após a disparada recente, mas ainda enfrenta resistência perto da máxima de maio, na região de US$ 82,8 mil. Do lado negativo, uma perda da faixa de US$ 75,6 mil poderia aumentar o risco de queda mais profunda.

ETFs seguem no radar após novas saídas

Além do cenário macro, os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA continuam no centro das atenções. Depois de uma saída forte de cerca de US$ 236 milhões, puxada principalmente pelo IBIT, da BlackRock, os fundos registraram novo resgate, desta vez bem menor, de cerca de US$ 9,3 milhões, segundo dados da SoSoValue.

O dado mostra que a pressão dos ETFs diminuiu, mas ainda não virou entrada líquida consistente. Para o mercado, a dúvida agora é se os resgates recentes foram apenas ajustes pontuais de grandes gestores ou o início de uma fase mais fraca para a demanda institucional por Bitcoin.

Nos demais produtos cripto, o comportamento segue mais favorável. ETFs de Ethereum mantiveram sequência positiva de entradas, enquanto fundos ligados a XRP, Solana e Hyperliquid também registraram captação.

Outro ponto observado por investidores é o comportamento do dólar. O DXY recuou após o dado fraco da ADP, mas ainda opera perto de uma região importante. Como o Bitcoin costuma ter correlação inversa com a moeda americana, uma nova rodada de fortalecimento do dólar poderia limitar a recuperação do BTC.

Por enquanto, o mercado lê a alta desta quinta como uma tentativa de recuperação, não como confirmação de retomada plena do rali. Para melhorar o quadro, o Bitcoin precisa superar a faixa de US$ 78 mil e depois buscar novamente os US$ 80 mil. Já uma perda dos US$ 76 mil devolveria pressão aos vendedores e colocaria em dúvida a resiliência vista nos últimos dias.

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[Fonte Original]

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