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sexta-feira, setembro 4, 2026

El Salvador não usou recursos públicos para acumular Bitcoin: FMI

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El Salvador não utilizou recursos públicos para acumular Bitcoin após a primeira revisão de seu programa de financiamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em junho de 2025, segundo o credor. 

Em um comunicado divulgado na quinta-feira, o FMI disse que documentos fornecidos pelas autoridades salvadorenhas verificaram que a acumulação veio de doações privadas. Segundo o credor, o aumento das reservas de El Salvador, portanto, não refletiu compras adicionais de Bitcoin financiadas com recursos do governo. 

O FMI também disse que a propriedade majoritária e o controle operacional da carteira Chivo foram transferidos para um operador privado, enquanto o governo manteve uma participação minoritária e responsabilidades de custódia. O órgão afirmou que não se espera nenhuma acumulação adicional além das doações documentadas. 

A explicação esclarece como as reservas de El Salvador cresceram após a primeira revisão, depois que o país disse, em novembro de 2025, que havia adquirido 1.090 BTC no valor de US$ 100 milhões, renovando as dúvidas sobre o cumprimento do programa de US$ 1,4 bilhão com o FMI. 

As adições de Bitcoin levantaram dúvidas repetidas vezes

Em dezembro de 2024, El Salvador concordou em limitar o envolvimento do setor público com o Bitcoin no âmbito do pacote do FMI. O acordo tornou voluntária a aceitação de Bitcoin pelo setor privado, exigiu que os impostos fossem pagos em dólares americanos e previu o fim da participação do governo na Chivo. 

Em março de 2025, o FMI emitiu novos documentos proibindo a “acumulação voluntária” de Bitcoin pelo setor público. O presidente Nayib Bukele respondeu que as compras “não estavam parando” e disse que El Salvador continuaria adicionando pelo menos 1 BTC por dia.

Relacionado: FMI diz que El Salvador negocia a venda da carteira de Bitcoin Chivo administrada pelo Estado

Desde então, o Escritório de Bitcoin de El Salvador publicou com frequência que continuou a acumular Bitcoin. Em julho de 2025, o FMI ofereceu uma explicação inicial, dizendo que nenhum novo Bitcoin havia sido comprado desde o acordo de dezembro. O órgão atribuiu os aumentos à consolidação entre as carteiras do governo. 

O anúncio de novembro reabriu a questão. Um representante do FMI havia dito anteriormente à Cointelegraph que o credor não forneceria “comentários contínuos” sobre os anúncios e avaliaria o cumprimento no devido tempo.

Segundo o rastreador oficial de reservas do Escritório Nacional do Bitcoin, El Salvador detém atualmente cerca de 7.764 bitcoins. Com o preço atual do BTC de US$ 80.900, segundo a CoinGecko, a reserva vale cerca de US$ 628 milhões. O saldo continua superior ao registrado antes do acordo com o FMI, refletindo acréscimos atribuídos pelo FMI a doações privadas. 

Revista: O experimento de Bitcoin de El Salvador completa 5 anos: “Era para nós, não para eles”

[Fonte Original]

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