Inspirado no agente de IA de código aberto OpenClaw, o Muse foi projetado para acessar os aplicativos de uma pessoa em categorias como email, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, informou a Meta. Os usuários escolhem a quais aplicativos ele se conecta e a Meta afirma que eles podem revogar o acesso a qualquer momento.
Cada agente do Muse é executado em sua própria máquina virtual, uma emulação baseada em computação em nuvem de um computador pessoal, o que permite que ele continue atendendo às solicitações em segundo plano, mesmo quando a pessoa não estiver usando ativamente o dispositivo.
A sincronização com aplicativos que contêm dados reais do usuário aumenta a utilidade potencial do agente, ao mesmo tempo em que eleva significativamente os riscos relacionados a questões de segurança e confiabilidade, tanto para os usuários que confiaram suas informações a ele quanto para outras pessoas que possam ser afetadas por comportamentos inadequados do agente.
Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, disse que a empresa tinha inicialmente adiado o lançamento do produto em abril para torná-lo mais seguro. A Meta determinou que o trabalho realizado permitiu que a empresa “ultrapassasse o limiar” e atendesse aos requisitos mínimos de segurança do produto, proteção, privacidade, desempenho do modelo e outras métricas.
“É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível”, disse Shah.
Resultados mistos
Ainda nesta semana, funcionários da Meta que testaram a ferramenta internamente relataram casos em que o Muse organizou com sucesso a logística de férias, se desconectou sem explicação e enviou informações confidenciais sem permissão, de acordo com publicações internas vistas pela Reuters.