A vitória de Lula no segundo turno, em 25 de outubro, expressou o reconhecimento de seu compromisso com a democracia e a prioridade conferida às pautas sociais, marcas de seus governos anteriores. Para compreender os desafios do quarto mandato (2027-2030), é preciso discutir por que o terceiro (2023-2026) foi tão mal avaliado, apesar da melhora dos indicadores sociais, da inflação relativamente controlada e do baixo desemprego. Alguns analistas atribuem essa avaliação à dificuldade da população de perceber os avanços sociais. Proponho outra interpretação: parte da baixa popularidade decorreu do desempenho macroeconômico bem mais modesto do que nos dois primeiros governos Lula (2003-2010).