Bispos da União Europeia alertam para risco de apagamento de registros de batismo

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A Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE, por sua sigla em latim) reiterou suas preocupações sobre a possível exclusão de registros de batismo dentro da União Europeia. A reação segue o parecer não vinculativo emitido em 1º de outubro por Laila Medina, advogada-geral do Tribunal de Justiça da UE.

Em seu parecer sobre o caso C-12/25, “Bisdom Gent” (Diocese de Ghent), movido por um cidadão belga que exigiu que a Diocese de Ghent apagasse seus dados batismais, Medina abriu a porta para a possibilidade de que arquivos eclesiásticos possam ser obrigados a apagar o nome de uma pessoa batizada que solicite tal remoção após deixar a Igreja.

Até o momento, a prática padrão tem sido fazer uma anotação marginal registrando o desejo da parte interessada, sem apagar os dados da pessoa.

Em declaração de 5 de outubro, a COMECE observou que a decisão reconhece que “as avaliações exigidas pelo caso são ‘complexas'” e, em vários aspectos, “deixa espaço para o papel dos tribunais nacionais” e também afeta “a relevância da autonomia da Igreja e de sua liberdade de religião”, bem como a importância para a Igreja Católica da “administração correta dos sacramentos”.