O empresário Luiz Vicente Guimarães, de 44 anos, morreu no último domingo (12/04), em circunstâncias cercadas de dúvidas após pular o muro e correr em direção a uma área de manguezal em uma clínica de reabilitação em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
O caso ocorreu na Clínica Caminhar, localizada no bairro Góes Calmon, comunidade conhecida como Guerreiro.
O que diz a Clínica?
Em nota oficial enviada ao portal N1N, a Clínica Caminhar informou que Luiz Vicente estava internado há menos de 30 dias para tratamento de dependência química. Segundo a instituição, o paciente enfrentava uma fase considerada crítica do processo de desintoxicação.
De acordo com o relato da clínica, no domingo, 12 de abril, ele teria sofrido uma crise severa de abstinência. Nesse momento, conseguiu sair da unidade ao pular o muro e correu em direção a uma área de manguezal nas proximidades.
“O paciente foi acometido por uma severa crise de abstinência. Em um ímpeto incontrolável decorrente de seu estado clínico, o mesmo conseguiu evadir-se das dependências da clínica, pulando o muro da instituição e correndo em direção a uma área de manguezal nas proximidades”, disse a clínica.
A clínica afirma que, assim que percebeu a fuga, mobilizou um grupo para resgate. Ao ser localizado, Luiz Vicente apresentava sinais de desgaste físico intenso. “A equipe de plantão e a direção da clínica agiram de pronto, prestando os primeiros socorros e realizando a transferência imediata e em caráter de urgência para a unidade
hospitalar de referência mais próxima”, pontua a clinica.
Ainda segundo a Clínica, apesar do atendimento emergencial, o empresário não resistiu e morreu no hospital. A instituição classificou o caso como uma fatalidade ligada ao quadro clínico e destacou que já prestou esclarecimentos à polícia.
Família de Luiz questiona versão da clínica e pede apuração detalhada
A versão apresentada pela clínica não convenceu os familiares de Luiz Vicente Guimarães. Durante o velório, parentes apontaram dúvidas sobre o que teria ocorrido e cobraram uma investigação mais aprofundada.
A mãe do empresário, Isabel Guimarães, afirmou que o corpo do filho apresentava hematomas. Segundo ela, os sinais observados não seriam compatíveis, em um primeiro momento, com um quadro típico de afogamento.
“Eles ligaram, foi para a minha filha, dizendo que ele (Luiz) tinha tentado fugir e que se afogou no mangue. Só que, quando a gente chegou no hospital, a médica disse algo totalmente diferente. Na hora que ela começou a falar, eu disse a ela: essa morte está muito suspeita. Ela disse: muito”, disse a mãe de Luiz em entrevista a TV Aratu.
Outro ponto levantado pela família envolve o atendimento prestado. Segundo Isabel, Luiz Vicente já teria chegado ao hospital sem sinais vitais, o que aumenta as dúvidas sobre o momento exato em que ocorreu a morte.
Diante disso, os familiares pedem que o caso seja investigado com rigor. A expectativa agora recai sobre os laudos periciais e o trabalho da Polícia Civil, que devem esclarecer as circunstâncias da morte.
O sepultamento de Luiz aconteceu nesta terça-feira (14/04), sob forte comoção.