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sexta-feira, abril 17, 2026

EUA: Bessent diz que China tem sido parceira pouco confiável ao estocar petróleo

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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou na terça-feira que a China tem sido uma parceira global pouco confiável durante a guerra no Oriente Médio, estocando suprimentos de petróleo e limitando as exportações de alguns produtos. Bessent disse que a situação repete o que ocorreu com produtos médicos durante a pandemia de covid-19.

Bessent disse a repórteres que conversou com autoridades chinesas sobre o assunto. Ele se recusou a responder se a disputa prejudicaria os planos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de visitar Pequim em meados de maio, mas disse que Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, têm uma ótima relação de trabalho.

“Acho que a mensagem para a visita é estabilidade. Temos tido grande estabilidade na relação desde o verão passado; isso emana de cima para baixo”, disse ele. “Acho que a comunicação é a chave.”

Mas Bessent criticou a China por suas ações durante a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que elevou os preços do petróleo em até 50% e provocou interrupções na cadeia de suprimentos.

“A China se mostrou uma parceira global pouco confiável três vezes nos últimos cinco anos: uma durante a covid, quando estocou produtos de saúde; a segunda, em relação às terras raras”, disse Bessent, referindo-se à ameaça de Pequim, no ano passado, de restringir as exportações de terras raras.

Agora, o país estava estocando ainda mais petróleo em vez de ajudar a aliviar a escassez global de demanda causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, região por onde passam 20% do petróleo mundial, afirmou ele.

A China já possuía uma reserva estratégica de petróleo de tamanho semelhante à reserva total da Agência Internacional de Energia (AIE), composta por 32 membros, mas continuou comprando petróleo. “Eles continuaram comprando, estocando e cortando as exportações de muitos produtos”, disse Bessent.

Liu Pengyu, porta-voz da embaixada chinesa em Washington, afirmou que a escassez que o mercado global de energia enfrenta tem origem na “situação tensa no Oriente Médio” e pediu o fim imediato das operações militares na região.

“A tarefa urgente é pôr fim às operações militares imediatamente e impedir que a turbulência no Oriente Médio impacte ainda mais a economia global”, disse Liu, acrescentando que a China tem trabalhado ativamente para encerrar o conflito e continuará a desempenhar um papel construtivo.

O Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Agência Internacional de Energia instaram, na segunda-feira, os países a evitarem o acúmulo de suprimentos de energia e a imposição de controles de exportação que possam agravar o que chamaram de o maior choque já sofrido pelo mercado global de energia. Eles não identificaram países específicos.

As forças armadas dos Estados Unidos iniciaram, na segunda-feira, um bloqueio a navios que saem dos portos iranianos, e Teerã ameaçou retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após o fracasso das negociações do fim de semana em Islamabad sobre o fim da guerra. Os preços do petróleo voltaram a subir para mais de US$ 100 por barril, sem qualquer sinal de uma rápida reabertura do estreito.

Bessent disse a jornalistas anteriormente que o bloqueio garantiria que nenhum navio chinês ou de outra nacionalidade pudesse atravessar o estreito. “Então eles não vão conseguir o petróleo deles. Eles podem conseguir petróleo. Mas não petróleo iraniano”, disse Bessent, acrescentando que a China vinha comprando mais de 90% do petróleo iraniano, o que representava cerca de 8% de suas compras anuais.

[Fonte Original]

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