A crise na saúde pública de Simões Filho ganhou um novo capítulo. Funcionários do Hospital Municipal de Simões Filho procuraram a reportagem do N1N para relatar problemas graves.
Segundo os relatos, a rotina de trabalho tem se tornado cada vez mais pesada. A equipe afirma que enfrenta sobrecarga física e emocional, além de lidar com atrasos no pagamento de valores retroativos relacionados ao PL.
“Estamos sobrecarregados, tanto psicologicamente quanto fisicamente. Não pagam o que é nosso de direito e ainda trabalhamos com fardas velhas da antiga gestão, que precisamos amarrar com fita na cintura para não cair”, afirmou um dos profissionais, que pediu para ter o nome preservado sob sigilo da fonte por medo de sofrer represálias.
Imagem enviada por funcionários do Hospital | A imagem foi colocadas em preto e branco para evitar a identificação dos funcionários.
“Os profissionais estão sendo levados ao limite, tanto físico quanto emocional, por causa da sobrecarga de trabalho, das cobranças excessivas e de uma pressão psicológica constante. No dia a dia, o que a gente vê são trabalhadores exaustos, com o emocional abalado, acumulando responsabilidades e demandas que vão muito além do que é aceitável. Muitos já nem conseguem mais colocar em palavras o que estão sentindo”, relata o funcionário.
Atrasos e falta de respostas
Os trabalhadores dizem que o pagamento do retroativo, já liberado pela Prefeitura de Simões Filho, ainda não chegou as mãos do funcionários. Além disso, reclamam da falta de explicações claras por parte da empresa.
“Eles dizem que a gente pergunta demais e não dão satisfação. Agora informaram que só vão pagar no dia 8 do mês que vem. Como ficam as contas? Quem paga os juros?”, questionou outro funcionário, também com identidade preservada, por medo de sofrer represálias..
A situação financeira preocupa. Muitos relatam dificuldades para manter despesas básicas em dia, enquanto aguardam uma solução.
Condições de trabalho precárias
As queixas não se limitam aos salários. Os profissionais também denunciam a falta de estrutura adequada dentro do hospital.
Entre os principais problemas apontados estão:
Ausência de fardamento atualizado
Uso de uniformes da gestão anterior
Falta de condições mínimas para o trabalho diário
“Não temos nem farda. Ainda usamos material da empresa antiga. Queremos apenas o que é nosso por direito”, reforçou outro relato.
Imagem enviada por funcionários do Hospital | A imagem foi colocadas em preto e branco para evitar a identificação dos funcionários.
Posicionamento interno do Hospital
Segundo relatos de funcionários, foi informado em comunicado interno que os repasses do Piso da Enfermagem referentes a março de 2026, destinados ao Hospital de Simões Filho e ao CPN, já foram recebidos. No entanto, os trabalhadores afirmam que os valores deveriam ter sido pagos anteriormente e criticam a previsão de liberação apenas até o dia 8 de maio.
Segundo os funcionários, esse é um comunicado interno da empresa S3.
Clima de insatisfação cresce dentro da unidade
O ambiente no hospital, segundo os relatos, já reflete o desgaste. Há tensão entre as equipes e incerteza sobre os próximos meses.
“É fundamental que o COREN, o sindicato da categoria e as autoridades competentes voltem seus olhos para essa situação. Também é necessário que o prefeito Del se posicione diante desse problema que vem adoecendo servidores que deveriam estar sendo valorizados, não pressionados ao extremo”, disse outra funcionária, que pediu para ter o nome preservado sob sigilo da fonte por medo de sofrer represálias.
O que diz a Prefeitura de Simões Filho?
O N1N entrou em contato com a empersa que administra o Hospital e com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Simões Filho, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O N1N reafirma que o espaço segue aberto para que a empresa e a prefeitura possam se pronunciar.