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quarta-feira, abril 22, 2026

Prisão de artista por esculturas feitas há 15 anos revela novos extremos da censura na China – BBC News Brasil

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Crédito, Arquivo pessoal

Legenda da foto, Os irmãos chineses Gao Zhen e Gao Qiang (na imagem) ganharam destaque no cenário artístico da China nos anos 1990 e 2000, conquistando reconhecimento internacional por obras que satirizavam a política de seu país

    • Author, Gavin Butler
    • Role, BBC News
  • Tempo de leitura: 9 min

Jesus Cristo está sob a mira de armas, com as palmas das mãos voltadas para cima, cercado por sete figuras que compõem um pelotão de fuzilamento. Os soldados de bronze são inconfundíveis em sua aparência: representam Mao Tsé-tung (ou Zedong), o ditador já falecido que fundou a República Popular da China e esteve à frente de alguns dos períodos mais traumáticos da história recente do país.

Há décadas, os irmãos chineses Gao Zhen e Gao Qiang ganharam notoriedade com esculturas como essa: obras de arte contemporâneas irreverentes que satirizam o passado e o presente autoritário de seu país de origem.

A obra Execution of Christ (A Execução de Cristo, em tradução literal) foi exibida em 2009. Também naquele ano, Mao’s Guilt (A Culpa de Mao) apresentou uma réplica em tamanho real do chamado líder supremo da China, ajoelhado em uma postura de contrição solene.

Mas foi somente 15 anos depois que as obras, que satirizam uma das figuras mais controversas da China, custaram a liberdade de Gao Zhen.

O artista de 69 anos, que se mudou para os Estados Unidos em 2022, foi preso em seu estúdio nos arredores de Pequim, na China, em meados de 2024, enquanto visitava a família. As autoridades apreenderam suas obras de arte e impediram sua mulher e seu filho de sete anos de deixarem o país.

[Fonte Original]

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