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quarta-feira, maio 13, 2026

Bolsas da Ásia fecham em alta; ações chinesas atingem maior nível em 11 anos

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As bolsas da Ásia fecharam em alta na segunda-feira, em sua maioria, e as ações chinesas atingiram a máxima em quase 11 anos, impulsionadas por uma forte alta no setor de tecnologia, alimentada pelo renovado otimismo em relação à inteligência artificial (IA) e pela força das exportações. O impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã segue no radar.

O índice Kospi, de Seul, fortemente influenciado por fabricantes de semicondutores, subiu 4,32%, a 7.822,24 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,05%, a 26.406,84 pontos e, na China continental, o índice Xangai Composto teve alta de 1,08% a 4.225,02 pontos. Na contramão, o Nikkei 225, de Tóquio, fechou em queda de 0,47%, a 62.417,88 pontos.

As ações de tecnologia impulsionaram os mercados chineses, sustentadas por uma alta regional mais ampla, à medida que o otimismo em relação à IA crescia. O crescimento das exportações da China se recuperou fortemente em abril, com as fábricas correndo para atender a uma onda de pedidos de indústrias relacionadas à IA e outros compradores que buscam estocar componentes em meio aos conflitos com o Irã.

Enquanto isso, o índice de preços ao produtor do país superou as expectativas em abril, atingindo o maior nível em 45 meses, enquanto a inflação ao consumidor também acelerou, já que os custos globais de energia permaneceram elevados. “A crescente demanda global por computação de IA continuará impulsionando as exportações relacionadas a semicondutores no futuro”, com a vantagem de custo de fabricação da China se tornando mais pronunciada, escreveram analistas da CITIC Securities em uma nota.

Os investidores também estão de olho no próximo encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, onde Irã, Taiwan e inteligência artificial devem ser discutidos. Em meio à escalada das tensões em todo o mundo, esta cúpula pode ser um passo em que as duas potências dominantes administrem sua rivalidade, mantenham a calma instável e evitem um colapso total nas relações por meio de diplomacia pessoal de alto nível, disseram analistas da Nomura.

Por fim, investidores seguem preocupados com o impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que deixou o vital Estreito de Ormuz praticamente fechado, o que impulsionou os preços do petróleo. O presidente americano Donald Trump rejeitou no domingo a resposta do Irã a uma proposta dos Estados Unidos para negociações de paz para encerrar a guerra, dizendo que as exigências de Teerã eram “totalmente inaceitáveis.”

“O conflito no Oriente Médio está entrando em sua 11ª semana”, disse Bruce Kasman, chefe global de economia do J.P. Morgan. Os preços da energia dispararam, mas permanecem em níveis que representam obstáculos e não impedimentos à expansão. O risco de uma mudança mais drástica aumenta a cada semana que o Estreito de Ormuz permanece fechado, e a equipe de commodities do J.P. Morgan prevê que os níveis de estresse operacional começarão em algum momento de junho.

— Foto: Eugene Hoshiko, File/AP

[Fonte Original]

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