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terça-feira, maio 12, 2026

Governo bate o martelo, muda vale-refeição no Brasil e surpreende trabalhadores

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O sistema de vale-refeição e vale-alimentação começou a passar por uma das maiores mudanças dos últimos anos no Brasil. A partir desta segunda-feira (11), entrou em vigor a abertura do chamado “arranjo de pagamento”, etapa que prepara o mercado para permitir que qualquer cartão funcione em qualquer maquininha do país.

A previsão do governo federal é concluir a integração até novembro de 2026. Quando isso acontecer, trabalhadores não ficarão mais presos às maquininhas ou redes credenciadas de uma única operadora.

Hoje, muita gente enfrenta dificuldade para usar o benefício. Em várias cidades, principalmente fora dos grandes centros, o cartão só funciona em mercados e restaurantes específicos. Isso limita a escolha do consumidor e também reduz a concorrência entre empresas do setor.

As novas regras fazem parte do decreto que regulamentou o PAT, o Programa de Alimentação do Trabalhador, publicado em novembro de 2025. As mudanças atingem mais de 22 milhões de brasileiros.

O que já mudou no vale-refeição e vale-alimentação

Algumas regras já começaram a valer. Entre elas está o limite de até 3,6% na taxa cobrada pelas operadoras de supermercados e restaurantes. Antes, muitos comerciantes reclamavam dos custos elevados para aceitar os cartões.

O prazo de repasse também caiu pela metade. Agora, os estabelecimentos devem receber o dinheiro em até 15 dias após a compra. Antes, o prazo chegava a 30 dias.

Já a interoperabilidade, que permitirá o uso do cartão em qualquer maquininha, só começa oficialmente em novembro de 2026.

Como funciona o sistema hoje

Atualmente, o modelo funciona quase como uma rede fechada. A mesma empresa costuma emitir o cartão, controlar os estabelecimentos credenciados, definir as maquininhas compatíveis e processar os pagamentos. Na prática, isso cria uma espécie de “circuito exclusivo”.

O trabalhador acaba limitado aos locais ligados àquela operadora.

Com a abertura do arranjo, esse controle deixa de ficar concentrado em uma única empresa. Cada etapa poderá ser feita por companhias diferentes.

Veja como ficará:

  • uma empresa poderá emitir o cartão;
  • outra fará a captura da compra na maquininha;
  • uma terceira processará a transação;
  • outra ficará responsável pelo pagamento ao estabelecimento.

Essa separação deve aumentar a concorrência e reduzir custos no setor.

Governo quer ampliar concorrência e liberdade de escolha

O Ministério do Trabalho afirma que a abertura do sistema permitirá maior integração entre empresas e redes de pagamento.

Com isso, o trabalhador poderá escolher onde comprar sem depender da bandeira do cartão ou da maquininha disponível no estabelecimento.

O decreto também manteve uma regra importante: o benefício continua exclusivo para alimentação. O uso em academias, farmácias, cursos ou planos de saúde segue proibido.

Principais mudanças previstas no vale-refeição

  • Taxa máxima de 3,6% para os estabelecimentos;
  • Tarifa de intercâmbio limitada a 2%;
  • Repasse em até 15 dias;
  • Interoperabilidade total até novembro de 2026;
  • Abertura obrigatória dos arranjos com mais de 500 mil trabalhadores;
  • Proibição de práticas abusivas e descontos indiretos.

[Fonte Original]

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