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quarta-feira, maio 13, 2026

Petróleo sobe com novas tensões entre EUA e Irã

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Os contratos futuros do petróleo tiveram firme alta nesta segunda-feira (11), com investidores voltando a precificar maior prêmio de risco diante de novas tensões no Oriente Médio.

No fechamento, o petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em julho teve alta de 2,88%, cotado a US$ 104,21 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (a referência americana) com entrega prevista para junho subiu 2,78%, a US$ 98,07 por barril.

O presidente americano, Donald Trump, rejeitou a resposta do Irã à proposta de paz enviada pelos Estados Unidos na semana passada e disse em suas redes sociais que os termos sugeridos pelos iranianos eram “inaceitáveis”, novamente esfriando as negociações de paz. Ele também afirmou que o frágil cessar-fogo aprovado no mês passado está “por um fio”, enquanto o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz segue praticamente paralisado.

Trump rejeitou no domingo (10) a resposta do Irã à proposta de paz enviada pelos Estados Unidos na semana passada. “Não gostei, totalmente inaceitável”, afirmou o presidente americano na sua rede social, a Truth. Segundo a mídia estatal iraniana, os termos envolviam o reconhecimento da soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz, o fim das sanções americanas e reparações pela guerra.

Nesta tarde, ele também disse que o frágil cessar-fogo aprovado no mês passado entre os Estados Unidos e o Irã está “por um fio” em coletiva de imprensa na Casa Branca e reforçou que o regime islâmico não poderia ter uma arma nuclear. Segundo o Wall Street Journal, o Irã se ofereceu para transferir parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas rejeitou a ideia de desmontar suas instalações nucleares.

O cenário base do Citi prevê uma normalização da disrupção no Estreito de Ormuz até o fim de maio, mas o estrategista de commodities Anthony Yuen acredita que os impasse nas negociações aumentam o viés de alta para os preços do petróleo no curto prazo. “Os riscos parecem inclinados para novas altas, pois acreditamos que o regime iraniano tem capacidade de decidir como e quando deseja fechar um acordo, se decidir fazê-lo”, ele afirma em nota.

“Assumimos como cenário base que o regime chegará a um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz por volta do fim de maio, mas vemos riscos de que esse cronograma seja adiado ou de que ocorra apenas uma reabertura parcial, o que implicaria disrupções mais prolongadas, embora potencialmente menos intensas”, aponta Yuen.

Plataforma da bp no Golfo do México — Foto: Divulgação/bp

[Fonte Original]

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