O governo da Venezuela anunciou nesta quarta-feira (13) que reestruturará a dívida externa do país e da estatal petrolífera Pdvsa, com o objetivo de recuperar acesso a financiamento e atrair investimento estrangeiro.
A Venezuela representa um dos maiores casos de calote soberano do mundo, com cerca de US$ 60 bilhões em bônus inadimplentes emitidos pelo governo e pela Pdvsa. Analistas estimam que o total de passivos, incluindo indenizações arbitrárias, possa chegar a US$ 150 bilhões.
O país sul-americano deixou de pagar sua dívida externa, que representa aproximadamente entre 180% e 200% de seu Produto Interno Bruto (PIB), em 2017, atribuindo a inadimplência às sanções financeiras. Na semana passada, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu licença permitindo que empresas auxiliem em uma possível reestruturação da dívida venezuelana, embora novas medidas ainda sejam necessárias para que o processo avance.
“Os serviços autorizados de natureza jurídica, de consultoria financeira e de assessoria relacionados a uma possível reestruturação da dívida incluem a avaliação, o desenvolvimento ou a preparação de opções de reestruturação, propostas e materiais de apoio relacionados”, afirma o documento publicado no site do Tesouro americano na ocasião.
A Venezuela e a Pdvsa seguem sob sanção econômica de Washington, criando a necessidade de licenças temporárias para que possam contratar empresas privadas com operações em solo americano.
Os EUA têm trabalhado para reabrir a economia da Venezuela desde que capturaram o então presidente, Nicolás Maduro, e sua mulher, Cilia Flores. Uma missão empresarial, além disso, esteve no país recentemente para se reunir com executivos de petrolíferas e empresas de serviços ao setor.