27.5 C
Brasília
quarta-feira, maio 20, 2026

“Interferência” de Petro gera crise diplomática com a Bolívia

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

O governo de Rodrigo Paz classificou a embaixadora da Colômbia, Elizabeth García, como persona non gratapor devido a declarações do presidente desse país, Gustavo Petro, sobre os recentes tumultos na Bolívia.

A Chancelaria boliviana destacou nesta quarta-feira (20) em um comunicado que o governo “decidiu solicitar à embaixadora da República da Colômbia no país a conclusão de suas funções diplomáticas em território boliviano, outorgando-lhe o prazo correspondente conforme as normas internacionais vigentes”.

“A decisão adotada responde à necessidade de preservar os princípios de soberania, não ingerência em assuntos internos e respeito mútuo entre Estados, pilares fundamentais da convivência internacional e das relações diplomáticas entre nações soberanas”, diz a nota.

O Ministério das Relações Exteriores também ressaltou que esta decisão “não constitui ruptura de relações diplomáticas” com a Colômbia, “nem afeta os históricos vínculos de amizade, cooperação e respeito entre ambos os povos e Estados”.

O governo considerou “indispensável que toda valoração ou pronunciamento externo a respeito da situação interna do país se desenvolva com responsabilidade, prudência diplomática e pleno respeito à institucionalidade democrática e constitucional vigente”.

A pasta acrescentou que as diferenças políticas e sociais internas devem ser resolvidas “exclusivamente dentro do marco constitucional boliviano, mediante mecanismos democráticos, institucionais e pacíficos” e “sem interferências externas que possam alterar a estabilidade institucional ou aprofundar a polarização”.

Em resposta à expulsão da diplomata, Petro afirmou que a Bolívia está passando por “extremismos”.

“Se por propor um diálogo e uma intermediação tirarem a embaixadora, é porque estão passando a extremismos que podem levar o povo boliviano a uma situação muito difícil. Espero que isso não aconteça”, disse em entrevista à rádio colombiana Caracol.

“O que sabemos que acontece na Bolívia, até este momento, é que há um povo nas ruas que está sendo morto e há um governo que é questionado por esse povo”, alegou Petro após tomar conhecimento da expulsão de sua embaixadora.

O mandatário colombiano disse que a Bolívia precisa que “se abra um grande diálogo nacional” para solucionar os conflitos ou poderá haver “um massacre sobre a população boliviana que nenhum ser humano no mundo deve querer nem desejar”.

Petro afirmou no último domingo que a Bolívia vive uma “insurreição popular” que, em sua opinião, é uma “resposta à soberba geopolítica” frente aos protestos e bloqueios de rodovias de setores camponeses, da Central Operária Boliviana (COB) e de grupos afins ao ex-mandatário boliviano Evo Morales que exigem a renúncia de Rodrigo Paz.

O colombiano colocou à disposição o seu governo, que termina no próximo dia 7 de agosto, para “contribuir” para uma saída pacífica da crise e também pediu que “não haja presos políticos em nenhuma parte das Américas”, fazendo um apelo para a construção de uma “democracia profunda e multicolorida” na região.

As manifestações em La Paz resultaram em confrontos, distúrbios e saques no início da semana.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img