Plataforma de stablecoins recebe financiamento em rodada liderada por Galaxy Ventures, Al Mada Ventures e Framework Ventures, com aporte estratégico da Bitso e da Airtm e investidores-anjos da EBANX, Stripe, Remitly e Tala.
Resumo da notícia:
Checker capta US$ 8 milhões de olho na liquidez de stablecoins na América Latina.
Plataforma diz que o aporte será direcionado à aceleração das operações da plataforma na capacitação de instituições financeiras.
Executivo diz que integrações pré-construídas em uma única interface dão mais confiança às instituições financeiras.
A Checker Finance anunciou nesta quarta-feira (20) um aporte de US$ 8 milhões voltado à ampliação de liquidez de stablecoins na América Latina.
De acordo com a plataforma de pagamentos cross-border e câmbio (FX) em blockchain, a rodada de financiamento foi liderada por Galaxy Ventures, Al Mada Ventures e Framework Ventures. Entre os investidores estratégicos estão a exchange de criptomoedas argentina Bitso e a carteira digital Airtm. Já os investidores anjos incluem executivos e ex-executivos da EBANX, Stripe, Remitly e Tala.
Segundo o cofundador da Checker Jack Chong, o aporte será direcionado à aceleração das operações da plataforma na capacitação de instituições financeiras, “do Brasil e do Quênia até Hong Kong e os Estados Unidos”.
Ao todo, a rede de pagamentos processa um volume anual de US$ 3 bilhões e é composta por 30 instituições financeiras reguladas em 75 moedas. Entre elas a Rail, empresa de pagamentos cross-border recentemente adquirida pela Ripple por US$ 200 milhões.
No Brasil, a Checker viabiliza operações cross-border em criptomoedas ao Braza Bank, banco de câmbio emissor da stablecoin lastreada no real BBRL Na Argentina, As operações da plataforma se concentram no neobanco Belo.
Para o diretor do Braza Bank, Andre Zachary, as integrações pré-construídas em uma única interface dão mais confiança às instituições financeiras no avanço de suas operações pelo acesso à liquidez. Já o diretor de vendas para a América Latina da Checker, Sebastian Villanueva, salientou que outra aposta da plataforma é a bidirecionalidade de tomada de liquidez por diferentes instituições financeiras na América Latina.
Um banco brasileiro com forte capacidade de balanço em reais pode ser um provedor na rede no Brasil enquanto também toma liquidez no Chile, na Colômbia ou no Peru, exemplificou o executivo.
Ele também deixou escapar que a plataforma está em processo de filiação a associações relevantes do setor financeiro brasileiro, começando pela Associação Brasileira de Câmbio (Abracam).
Em análise divulgada esta semana, o cofundador da fintech baseada em pagamentos via stablecoin LiberPay observou que as criptomoedas teriam dificuldade de representar uma espécie de Cavalo de Troia do sistema financeiro, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.