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quarta-feira, maio 20, 2026

Mostra de arte ‘o (tempo)’, de Waltercio Caldas, chega à Casa Roberto Marinho desafiando as convenções do tempo

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A tradicional Casa Roberto Marinho, no Cosme Velho, Zona Sul do Rio de Janeiro, recebe a exposição “o (tempo)”, do artista Waltercio Caldas, um dos nomes mais influentes da arte contemporânea brasileira. Em cartaz até 27 de setembro, a mostra aproxima criações históricas e produções recentes, revelando a continuidade de um pensamento poético que desafia as convenções da forma e do espaço.

Carioca nascido em 1946, Waltercio Caldas é escultor, desenhista, artista gráfico e cenógrafo. Formou-se na pintura com Ivan Serpa, em 1964, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Críticos, curadores e pesquisadores o situam entre os mais importantes artistas brasileiros do período posterior ao movimento neoconcreto, nos anos que se seguiram à década de 1960. Sua obra investiga a percepção humana por meio de formas que colocam em xeque as noções convencionais de volume e profundidade.

A começar pelo título, a palavra tempo surge aqui entre parênteses. O sinal gráfico interrompe a fluidez e antecipa a ideia que atravessa a mostra: “Os parênteses indicam algo…”, pontua Waltercio Caldas. “Eles suspendem o tempo como medida e o apresentam como matéria de linguagem e pensamento.”

Para Waltercio, a exposição não é um suporte para as obras: ela é parte constitutiva delas. A disposição das peças no espaço, as distâncias entre si e o percurso do visitante integram o próprio processo de criação. “Fazer uma exposição é ainda uma prerrogativa da própria obra”, afirma o artista. “Quando trabalhamos com esculturas e objetos, o espaço passa a ser o material e a mostra se torna radicalmente presencial.”

O percurso tem início com Quarto Azul (2007): na primeira sala, o visitante é envolvido por um campo de cor atravessado por linhas que reorganizam silenciosamente a percepção do ambiente. A partir daí, trabalhos de diferentes momentos da trajetória do artista passam a dialogar em novas articulações, provocando deslocamentos contínuos do olhar.

Entre as obras emblemáticas, destacam-se Condutores de Percepção (1969), uma das primeiras a explorar ativamente o olhar do espectador, Centro de Razão Primitiva (1970) e As Sete Estrelas do Silêncio (1970), que já anunciavam a precisão formal e a dimensão poética que se tornariam marcas permanentes da produção de Caldas.

Ao reunir peças de momentos distintos de sua trajetória, “o (tempo)” propõe um encontro entre o passado e o presente da obra de Waltercio Caldas e lança o visitante a uma experiência que transcende a simples contemplação. Assinantes O GLOBO são convidados especiais e têm entrada 100% gratuita para embarcar em uma mostra que discorre sobre o significado do tempo.

[Fonte Original]

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