A atividade econômica da Argentina apresentou uma recuperação em março, revertendo a queda em fevereiro, em uma vitória oportuna para o presidente Javier Milei.
O Indicador Mensal de Atividade Econômica (EMAE) ― um indicador amplamente acompanhado e que ajuda a antecipar o Produto Interno Bruto (PIB) do país ― cresceu 5,5% em março em comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) do país.
O avanço da terceira maior economia da América Latina superou a projeção de 2,1% feita por analistas consultados pela Reuters e pela Bloomberg, após uma queda de 2,1% em fevereiro, o pior resultado desde setembro de 2024.
Na variação mensal, a atividade econômica cresceu 3,5% em relação a fevereiro, acima da alta de 0,8% estimada por economistas consultados pela Bloomberg. Em fevereiro, a Argentina havia registrado uma queda mensal de 2,6%.
A recuperação econômica de março foi impulsionada principalmente pelo setor de agricultura, pecuária e silvicultura, que registrou alta de 17,9% na comparação anual, bem como pela indústria de mineração e extração, que avançou 16,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Dos setores acompanhados pelo EMAE, apenas a administração pública, defesa e seguridade social registraram contração, com queda de 1,2% na comparação anual.
Após a divulgação dos dados, o presidente argentino, Javier Milei, comemorou com uma mensagem em sua conta no Facebook: “A atividade está a todo vapor! Tudo está indo conforme o planejado”.
O ministro da Economia, Luis Caputo, disse em entrevista a uma rádio local nesta semana que a economia deve começar a acelerar em maio e junho.