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quarta-feira, junho 3, 2026

Dólar cai para quase R$ 5 e bolsa dispara após alívio no Oriente Médio

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O dólar voltou a cair nesta terça-feira (20) e fechou perto de R$ 5, enquanto a bolsa brasileira recuperou parte das perdas recentes. O mercado reagiu ao clima mais calmo no Oriente Médio, depois de sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Com isso, investidores ficaram menos preocupados com uma possível crise no fornecimento mundial de petróleo. O reflexo apareceu rápido no câmbio, nas bolsas e também no preço do barril.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,003, com queda de 0,74%. Pela manhã, a moeda chegou a bater R$ 5,05, mas perdeu força ao longo do pregão.

Na semana, a moeda americana acumula recuo de 1,27%. Mesmo assim, ainda sobe pouco mais de 1% em maio. Já no acumulado de 2026, o dólar registra queda de 8,85% frente ao real.

Mercado reage a sinais de acordo entre EUA e Irã

O mercado financeiro acompanhou de perto as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que um acordo com o Irã estaria perto da fase final.

Além disso, navios voltaram a cruzar o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do planeta para o transporte de petróleo.

A tensão na região vinha provocando medo de interrupções no abastecimento global. Quando o risco diminui, investidores costumam buscar ativos mais arriscados, como ações e moedas de países emergentes, incluindo o Brasil.

Outro dado ajudou o mercado brasileiro. Segundo o Banco Central, o fluxo cambial da semana passada ficou positivo em US$ 3,027 bilhões, puxado principalmente pela entrada de recursos financeiros.

Em maio, até o dia 15, o saldo positivo já soma US$ 1,588 bilhão.

Bolsa brasileira sobe forte

Depois de três quedas seguidas, o Ibovespa voltou a subir com força. O principal índice da bolsa brasileira fechou o dia aos 177.355 pontos, com alta de 1,77%.

Foi o maior avanço diário desde o começo de abril. A bolsa chegou a ultrapassar os 178 mil pontos durante o pregão. Mineradoras, bancos e empresas ligadas ao consumo puxaram a recuperação.

Entre os destaques de alta ficaram:

  • CSN Mineração, +10,29%
  • Cury, +8,53%
  • Lojas Renner, +7,77%

As ações da Vale também subiram 1,21%.

Petrobras cai após tombo do petróleo

Nem todas as ações acompanharam o clima positivo. A Petrobras sofreu forte pressão depois da queda do petróleo no mercado internacional. As ações ordinárias caíram 3,85%, enquanto os papéis preferenciais recuaram 3,23%.

O petróleo Brent fechou em baixa de 5,62%, cotado a US$ 105,02 o barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caiu 5,7%, para US$ 98,26.

O recuo ganhou força após relatos de que superpetroleiros voltaram a atravessar o Estreito de Ormuz.

Mesmo com a queda, o mercado ainda segue atento. Afinal, qualquer nova tensão no Oriente Médio pode mexer novamente com o petróleo, o dólar e as bolsas ao redor do mundo.

[Fonte Original]

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