Depois de abrir em queda, o Ibovespa devolveu parte das perdas e passou a oscilar próximo à estabilidade durante a tarde – dinâmica que se manteve até o fechamento. Ao contrário do câmbio doméstico e dos juros futuros intermediários e mais longos, que pioraram bastante ao longo do pregão, a reação ao tom mais “hawkish” (mais inclinado ao aperto monetário) do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e ao comunicado lido como mais “confuso” e “dovish” (menos inclinado ao aperto monetário) do Comitê de Política Monetária (Copom) foi bem menos intensa na bolsa local.
Embora a manutenção dos juros americanos e o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25% ao ano, fossem esperados, a sinalização de ambos os bancos centrais gerou incertezas sobre a convergência da inflação e dos juros, o que acabou pesando mais sobre o dólar à vista e os juros futuros. Após oscilar entre os 167.911 pontos e os 169.542 pontos, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,10%, aos 168.278 pontos.
O desempenho misto de blue chips também dificultou uma performance mais positiva do índice no pregão. As maiores desvalorizações ficaram para as units do Santander, que cederam 1,33%. Na ponta contrária, as units do BTG Pactual lideraram os ganhos, ao subir 0,91%. Já ações de commodities subiram em bloco: as PN da Petrobras avançaram 0,73%, enquanto as ON da Vale ganharam 0,20%.
O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 19,7 bilhões e de R$ 26,3 bilhões. O movimento local diferiu do visto em Wall Street em que os principais índices terminaram em alta: o Nasdaq ganhou 1,91%, o S&P 500 avançou 1,08%, e o Dow Jones subiu 0,14%.