19 C
Brasília
sexta-feira, junho 26, 2026

Juros futuros recuam em meio ao otimismo por cortes da Selic

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Os juros futuros encerraram o pregão de hoje em queda firme, estendendo a tendência positiva que dominou o mercado doméstico de renda fixa nesta semana.

A queda vertiginosa dos preços do petróleo, esclarecimentos acerca da comunicação do Banco Central e números melhores da inflação no Brasil deixaram o mercado mais otimista quanto à continuação do ciclo de cortes da Selic, o que levou as taxas a cederem ao redor de 70 pontos-base em alguns vencimentos da curva a termo. Os vértices de curto a médio prazo, inclusive, fecharam nos seus menores níveis em cerca de um mês.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2027 recuou de 14,09%, do ajuste de ontem, para 14,05%; a do DI de janeiro de 2028 cedeu de 14,245% a 14,18%; a do DI de janeiro de 2029 teve queda de 14,34% para 14,255% e a do DI de janeiro de 2031 foi de 14,395% a 14,37%.

Com o fechamento de hoje, a taxa do DI de janeiro de 2027 encerrou um pregão no seu menor patamar desde o dia 25 de fevereiro. Já as taxas dos DIs de janeiro de 2028 e 2029 bateram os menores níveis desde 2 de junho, período em que os juros futuros ainda flertavam com o nível de 13%.

Se em outros pregões desta semana o mercado reagiu a fatores locais, como a comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom) e dados de inflação, hoje o cenário externo voltou ao foco com um tombo de 4% do petróleo Brent, a referência internacional da commodity. O preço do barril despencou mais de 10% nesta semana, movimento que foi crucial para aliviar os temores inflacionários do mercado e dar tração à expectativa por um novo corte da Selic na reunião de agosto do Copom.

A probabilidade de que a Selic seja cortada de 14,25% para 14% na próxima decisão do colegiado subiu de 50% a 58% hoje, cristalizando-se como o cenário-base do mercado por ora, conforme mostra o mercado de opções digitais de Copom. Já a chance de que o BC mantenha os juros no patamar atual caiu de 41% a 39%.

A expectativa de um novo corte da Selic em agosto também é o cenário-base do Itaú, de acordo com relatório divulgado hoje. No entanto, o economista-chefe do banco, Mario Mesquita, avalia que o ciclo de calibração monetária está perto de ser concluído e a Selic só deve ser cortada mais uma vez em 2026.

“A comunicação recente (do Copom) aponta para uma postura mais cautelosa, mas sem fechar totalmente a porta para novos cortes. O comitê seguiu ressaltando que a magnitude do ciclo de calibração será ajustada a depender da evolução dos dados. Mas, ao caracterizar o balanço de riscos como tendo assimetria altista, sinaliza que qualquer espaço que ainda exista para a flexibilização está se esgotando rapidamente”, diz Mesquita.

Para ele, dado o cenário adverso atual de expectativas de inflação desancoradas da meta de 3% e aceleração da atividade econômica, há o risco de que o último corte da Selic neste ano sequer ocorra. Já para 2027, o cenário-base do Itaú segue contemplando a retomada do ciclo de queda da Selic até o patamar de 12,50%.

Na agenda de indicadores, a PNAD Contínua relatou um novo recuo da taxa de desemprego do Brasil, a 5,6% no trimestre encerrado em maio. Embora o dado sugira um mercado de trabalho apertado – o que pode alimentar a inflação via salários -, também foi observado um recuo dos rendimentos, o que aliviou qualquer leitura mais negativa do dado sobre a perspectiva para a Selic.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img