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terça-feira, junho 30, 2026

Ex-astro da NFL revela diagnóstico de ELA: ‘A doença mudou o que meu corpo pode fazer, mas não quem eu sou’

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O ex-corredor da NFL Chris Johnson, de 40 anos, revelou que foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa progressiva e sem cura. Em entrevista exibida nesta segunda-feira pelo programa Good Morning America, da ABC, o ex-jogador, conhecido pelo apelido de “CJ2K”, contou que descobriu a doença em 2025, depois de perceber uma perda de força na mão direita. Desde então, a enfermidade avançou rapidamente e hoje ele utiliza um dispositivo controlado pelos olhos para se comunicar.

— Quero que as pessoas saibam que continuo sendo eu. A ELA mudou o que meu corpo pode fazer, mas não mudou quem eu sou — afirmou Johnson. — Minha mente continua afiada. As pessoas às vezes olham para a deficiência física e presumem que você não é mais a mesma pessoa. Eu ainda penso da mesma forma. Ainda sonho. Ainda amo minha família. Meu corpo é que não coopera.

Segundo o ex-atleta, os primeiros sintomas pareciam discretos e chegaram a ser associados ao desgaste provocado pelos anos no futebol americano. Após uma série de exames, porém, médicos confirmaram o diagnóstico de ELA esporádica, forma mais comum da doença, responsável por cerca de 90% dos casos e que ocorre em pessoas sem histórico familiar conhecido.

— Esperávamos que fosse outra coisa, mas, depois do terceiro exame, eles finalmente confirmaram o diagnóstico de ELA. Disseram que havia um medicamento que poderia prolongar a vida por alguns meses e depois recomendaram que colocássemos nossos assuntos em ordem. Foi muito difícil ouvir aquilo — contou.

A neurologista Merritt Cudkowicz, do Mass General Brigham Neuroscience Institute, afirmou que Johnson faz uso dos medicamentos convencionais indicados para retardar a progressão da doença e também participou de um estudo clínico voltado à redução da inflamação. Apesar disso, a ELA evoluiu rapidamente em pouco mais de um ano, comprometendo sua fala e seus movimentos. Antes que perdesse a capacidade de falar, médicos gravaram sua voz para reproduzi-la no equipamento que ele utiliza atualmente.

Johnson disse que decidiu compartilhar publicamente o diagnóstico para incentivar o diagnóstico precoce e estimular pesquisas sobre a doença. Segundo ele, o apoio da esposa, Brittany, e dos quatro filhos tem sido fundamental para enfrentar a enfermidade.

— No começo você fica em choque, mas percebe que tem duas escolhas: desistir ou lutar. Eu escolhi lutar. Se contar minha história ajudar uma pessoa a receber o diagnóstico mais cedo, inspirar mais pesquisas ou dar esperança a outra família, então terá valido a pena.

[Fonte Original]

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