Estudo identifica 11 eventos luminosos em placas fotográficas feitas antes da era espacial e reforça o enigma investigado pelo projeto VASCO
Um dos enigmas mais curiosos da astronomia histórica acaba de ganhar novos elementos. Um estudo recente identificou 11 eventos luminosos registrados em placas fotográficas astronômicas entre 1949 e 1953, antes do lançamento do primeiro satélite artificial, segundo informações do portal IFLScience.
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As descobertas reforçam observações anteriores feitas pelo projeto VASCO, que busca investigar fontes de luz que surgem e desaparecem sem explicação aparente nos registros astronômicos do último século.
Para quem tem pressa:
- Estudo encontrou 11 eventos luminosos em placas fotográficas históricas;
- Registros foram feitos entre 1949 e 1953, antes da era dos satélites;
- Fenômenos reforçam observações anteriores do projeto VASCO;
- Eventos apareceram concentrados em apenas duas pequenas regiões do céu;
- Defeitos nas placas ainda são investigados, mas a hipótese perdeu força.
Novos registros reforçam o enigma
Os pesquisadores analisaram imagens armazenadas no arquivo APPLAUSE, que reúne placas fotográficas produzidas por observatórios alemães. O trabalho examinou 532 pares de fotografias obtidas entre 1934 e 1957. A busca revelou 11 eventos transitórios semelhantes aos encontrados anteriormente pelo projeto VASCO em registros do levantamento Palomar Observatory Sky Survey, realizado entre 1949 e 1957.

O aspecto mais intrigante é que os fenômenos parecem apresentar padrões específicos. Segundo o estudo, todos os 11 eventos foram observados em apenas duas pequenas regiões do céu. Além disso, eles ocorreram entre 1949 e 1953, apesar de grande parte das imagens analisadas pertencer a períodos fora dessa janela temporal.
Defeitos fotográficos seguem sob investigação
Uma das principais questões era determinar se os eventos poderiam ser causados por falhas nas placas fotográficas. Poeira, riscos, impressões digitais e problemas químicos são exemplos de defeitos capazes de criar imagens enganosas. Para verificar essa possibilidade, o estudo utilizou uma metodologia independente da empregada pelo projeto VASCO e analisou um conjunto completamente diferente de registros históricos.
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Os resultados indicam que os objetos observados apresentam características ópticas compatíveis com luz que atravessou os telescópios antes de atingir as placas fotográficas. Segundo o autor da pesquisa, isso reduz a probabilidade de que os registros sejam simples artefatos físicos presentes nas imagens. Mesmo assim, o trabalho ainda não descarta totalmente explicações ligadas a problemas de processamento ou conservação das placas.

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.