A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) monitora os efeitos de fatores climáticos e da volatilidade das commodities sobre os custos do setor no segundo semestre. Segundo o vice-presidente da entidade, Márcio Milan, as oscilações no preço do petróleo e as condições climáticas podem afetar a cadeia de abastecimento e os preços dos alimentos.
Milan afirmou, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (8), que a volatilidade do petróleo, em meio às tensões geopolíticas, é um dos fatores monitorados pela entidade.
“Temos visto dois grandes movimentos. O primeiro, a questão da guerra entre Irã e Estados Unidos, que tem trazido uma volatilidade, principalmente no preço do petróleo, com consequências na cadeia de abastecimento como um todo”, disse.
O recrudescimento das tensões na região fez disparar a cotação do petróleo tipo Brent nesta quarta-feira, que subiu 5%, para US$ 77,82 por barril.
Outro ponto de atenção para a Abras é a previsão de temperaturas mais elevadas associadas ao fenômeno El Niño, que pode afetar a produção agrícola. A entidade cita produtos como batata, tomate e cebola, que registraram altas de preços nos últimos meses.
A Abras informou ainda que divulgará em 30 de julho um balanço dos efeitos da Copa do Mundo sobre o consumo das famílias no primeiro semestre. De acordo com Milan, os dados de junho permitirão avaliar o desempenho de categorias como bebidas, salgadinhos e proteínas durante o torneio.