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quinta-feira, julho 16, 2026

Capobianco diz que acusações dos EUA sobre desmatamento são ‘absolutamente improcedentes’

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O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos utilizados pelo governo dos Estados Unidos para justificar as tarifas contra produtos brasileiros são “absolutamente improcedentes. “Não têm nenhum fundamento técnico, não estão embasados em nenhuma informação comprovável”. Segundo o ministro, o governo brasileiro preparou uma série de documentos para as reuniões entre os dois países a fim de demonstrar, tecnicamente, os avanços na conservação ambiental, inclusive com base em auditorias independentes.

– Na Amazônia, reduzimos 50% do desmatamento nos últimos três anos e, neste ano, seguimos reduzindo. Recentemente, a imprensa noticiou uma queda recorde do desmatamento no mês de junho, de 38%. No primeiro semestre de 2026, registramos o menor índice da última década, desde o início do monitoramento promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Capobianco disse ainda que a alegação dos Estados Unidos de que o Brasil estaria ampliando o desmatamento de forma descontrolada é “ainda mais falsa”. Segundo ele, Washington passou a sustentar que o Brasil estaria promovendo desmatamento ilegal e inundando o mercado internacional com madeira de origem ilícita, prejudicando diretamente as empresas norte-americanas.

– Isso é absolutamente inverídico por dois motivos. Primeiro, porque o Brasil tem uma participação muito pequena no mercado internacional de madeira. O país responde por apenas 0,65% desse mercado. Segundo, porque a nossa madeira não é a mesma produzida nos Estados Unidos. Todo o parque industrial norte-americano é baseado em madeira de florestas temperadas, principalmente pinus, que não concorre com as madeiras tropicais, conhecidas como madeiras de lei, destinadas a outros usos. Portanto, não há competição entre esses produtos.

Segundo o ministro, ainda que houvesse concorrência, a acusação de ilegalidade seria infundada. Ele argumentou que o sistema brasileiro de controle das exportações de madeira é um dos mais seguros do mundo.

– Toda madeira exportada é certificada. Ela é acompanhada desde a origem na floresta até o embarque. Nos portos, técnicos do Ibama e da Receita Federal monitoram as cargas. Hoje, não é possível exportar madeira por nenhum porto brasileiro sem a verificação e a comprovação da cadeia de custódia. Se houver qualquer irregularidade, a carga é retida. E, mesmo que uma carga irregular eventualmente saísse do país, ela seria retida no porto de destino, onde também há obrigatoriedade de verificação da procedência. Esse sistema foi implementado internacionalmente em um trabalho coordenado pelas Nações Unidas e tornou o controle do comércio internacional de madeira muito rigoroso.

Capobianco afirmou que o Ministério do Meio Ambiente recebeu com indignação as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.

– É com indignação que o Ministério do Meio Ambiente vê todo o trabalho realizado pelo Brasil sendo distorcido para servir de justificativa para uma taxação ilegítima e absolutamente irregular.

[Fonte Original]

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