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“O Acordo Nuclear Civil (Não haverá enriquecimento de material!)… que se refere apenas ao uso não militar… será aprovado, mas está totalmente sujeito à adesão da Arábia Saudita aos respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão”, disse Trump em uma publicação no Truth Social.
As declarações de Trump vêm após críticas de especialistas de que o acordo poderia acarretar o risco de futura proliferação nuclear em uma região já instável.
A Arábia Saudita já havia declarado que não reconheceria Israel sem o estabelecimento de um Estado palestino.
Em 2020, Trump intermediou os Acordos de Abraão, que garantiram a normalização histórica das relações entre Israel e duas nações árabes, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e o Bahrein.
Sudão, Marrocos e Cazaquistão também assinaram os acordos desde então.
A Arábia Saudita ainda não se manifestou sobre as declarações de Trump.
Esse novo acordo, cuja assinatura foi anunciada na quarta-feira (22/07), é descrito pelo Departamento de Energia dos EUA como um “acordo de cooperação nuclear pacífica” que proporcionará “grande acesso para empresas americanas ao programa de energia nuclear saudita”.
A questão nuclear tem estado no centro do conflito entre os EUA e Israel com o Irã, que já dura meses.
O governante de facto da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, disse à CBS News em 2018 que seu país não planejava adquirir uma arma nuclear, mas que “sem dúvida, se o Irã desenvolvesse uma bomba nuclear, nós faríamos o mesmo o mais rápido possível”.
Relatos anteriores na imprensa americana sugeriram que o acordo poderia permitir que a Arábia Saudita enriquecesse urânio no futuro – que pode ser usado como combustível para usinas de energia, mas também potencialmente para fabricar bombas nucleares. No entanto, as declarações de Trump parecem negar isso.
O acordo será agora enviado ao Congresso dos EUA para revisão.
Espera-se que alguns legisladores de ambos os lados do espectro político se oponham ao acordo, embora o Partido Republicano de Trump controle tanto a Câmara quanto o Senado, e os oponentes do acordo não pareçam ter os votos necessários para bloqueá-lo.