Após registrar a maior conversão de caixa de sua história no segundo trimestre, a Vivara afirmou a investidores que pretende sustentar o crescimento com o reposicionamento da marca Life e ganhos de eficiência operacional, enquanto busca reduzir a dependência de categorias específicas e preservar a rentabilidade diante da alta das commodities.
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Segundo o presidente da companhia, Thiago Borges, em teleconferência de resultados nesta quinta-feira (6), a estratégia para a Life é ampliar o portfólio para além dos berloques, incorporando categorias como alianças, coleções e joias comerciais.
“Temos evoluído bastante a marca como um todo para ficar cada vez menos dependente de uma categoria de momentos, que chegou a ser 50% do negócio”, afirmou.
Segundo o executivo, os lançamentos respondem atualmente por menos de 20% das vendas da marca. A expectativa, contudo, é elevar essa participação para cerca de 40%, o que deve favorecer o desempenho das vendas nas mesmas lojas a partir do quarto trimestre.
Na operação, a companhia também afirmou que espera redução das despesas com frete nos próximos trimestres. O avanço de 30,2% nessa linha no segundo trimestre refletiu, segundo a empresa, uma estratégia de transferência de produtos entre lojas para acelerar a venda de estoques antigos.
De acordo com o diretor financeiro, Elias Leal, esse processo foi concluído em julho. “Reduzimos quase a zero o nível de transferência de itens entre lojas a partir de julho. Esse item, para a gente, é ‘check’. Não deveríamos ter pressão nessa linha daqui para a frente”, disse.
A companhia informou, ainda, que reduziu em 88 dias seu ciclo de estoques na comparação anual e mantém a meta de retornar ao intervalo histórico de 400 a 450 dias, até 2027.
Mesmo com a valorização do ouro e da prata, a margem bruta permaneceu em 71,7% no trimestre. A administração atribuiu o resultado à estratégia de ampliar a oferta de produtos em diferentes metais, com crescimento das linhas Prata Vivara e Prata/Ouro, que já representam cerca de 10% das vendas de joias.
Questionado sobre a expansão da concorrente Pandora no Brasil, Borges afirmou que a companhia não vê impacto relevante da concorrência sobre seu desempenho. “Não vemos correlação nenhuma. A gente até cresce um pouco mais em shoppings onde a Pandora está presente”, disse.
A administração também estimou que o calendário, com feriados e a Copa do Mundo, reduziu em dois pontos percentuais o crescimento da receita bruta no trimestre. Em contrapartida, as vendas digitais cresceram 21,2%, impulsionadas pelo aplicativo, que já responde por cerca de 30% das vendas online e apresenta taxa de conversão superior à do site. Segundo a companhia, cerca de 25% das vendas digitais utilizaram o código da vendedora, ferramenta criada para integrar os canais físico e digital.