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sexta-feira, agosto 7, 2026

Lucro da Petrobras supera projeções com alta do petróleo e da produção

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As ações da Petrobras (PETR4) devem abrir o pregão desta sexta-feira (7) sob forte atenção dos investidores. A estatal divulgou na noite de quinta-feira (6) um dos melhores resultados trimestrais de sua história recente, com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre. O número representa alta de 96,8% frente ao mesmo período de 2025 e supera com folga a expectativa de mercado, estimada em torno de R$ 44,7 bilhões por analistas consultados pela LSEG.

O resultado veio acompanhado de indicadores operacionais recordes. Segundo a companhia, o desempenho refletiu a combinação entre maior volume de produção e a valorização do petróleo no mercado internacional: o preço médio do Brent passou de US$ 67,82 por barril no segundo trimestre de 2025 para US$ 104,52 no mesmo período deste ano.

A produção própria de petróleo atingiu 2,7 milhões de barris por dia, alta de 15% na comparação anual, impulsionada pela entrada em operação da plataforma P-79, no campo de Búzios. O parque de refino operou com fator de utilização de 101%, o maior nível já registrado pela companhia, reduzindo a dependência de importação de combustíveis e ampliando as exportações.

O Ebitda ajustado somou R$ 93,8 bilhões, avanço de 79,6% na base anual. A receita líquida cresceu 42,3%, para R$ 169,5 bilhões. O fluxo de caixa livre dobrou, para R$ 38,6 bilhões.

“O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, afirmou o diretor financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo, ao comentar o balanço.

Dividendos

O conselho de administração aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao trimestre. A data-base para o pagamento é 21 de agosto, e as ações passam a ser negociadas sem direito ao provento a partir do dia 24. Isso significa que o mercado ainda tem uma janela para se posicionar antes do corte, o que tende a sustentar a demanda por PETR4 e PETR3 nos próximos dias.

Bancos e casas de análise que acompanham o papel vinham sinalizando otimismo com o trimestre mesmo antes da divulgação. BTG Pactual e Santander destacavam a força da produção e do refino como vetores de resultado. A XP mantém recomendação de compra para a ação, com a tese apoiada na geração de caixa livre e em dividendos que podem superar 10% ao ano, caso o petróleo se mantenha acima de US$ 65 o barril — patamar hoje distante da cotação atual.

Ainda assim, o comportamento do papel nesta sexta-feira não depende apenas do balanço. O preço do petróleo segue instável, oscilando com o noticiário sobre o Estreito de Ormuz e a tensão entre Irã e potências ocidentais. Uma nova escalada tende a reforçar a tese de caixa forte para a Petrobras; um recuo do Brent, por outro lado, esfria parte do otimismo, já que o resultado do trimestre passado não garante repetição nos próximos meses.

Também vale ponderar que parte do mercado já havia precificado um trimestre forte, à luz da prévia operacional divulgada em julho, quando a ação chegou a subir mais de 2% em um único pregão. Isso significa que a reação de hoje pode ser mais moderada do que o tamanho da surpresa no lucro sugere, especialmente se investidores decidirem realizar lucro após a forte alta acumulada da ação neste ano.

[Fonte Original]

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