A inteligência artificial (IA) geradora de imagens do Google Earth não durou nem um dia no ar. Anunciada na quinta-feira (30), a integração da ferramenta do Google com o Nano Banana 2 foi desligada após ser utilizada para gerar imagens de tragédias ou tópicos sensíveis.
A chegada do Nano Banana 2 no Google Earth parecia inofensiva. A gigante descrevia a novidade como uma ferramenta para reimaginar cenários rapidamente, permitindo recriar ambientes em outras épocas da história ou visualizar a aparência de projetos ainda em desenvolvimento.
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Contudo, não demorou muito para o público explorar a ferramenta para fins controversos. O pesquisador de fontes abertas e autor do blog Digital Digging, Henk Van Ess, usou a ferramenta para gerar imagens de satélite de um hospital de Gaza quase arrasado por bombas, refugiados próximos à fronteira dos Estados Unidos e México e um acidente de carro fatal em Amsterdam, capital da Holanda.
Inicialmente, o Google resistiu às críticas direcionadas à ferramenta. A empresa argumentou que as imagens geradas pelo Nano Banana 2 eram sempre identificadas com marca d’água do Gemini.
Contudo, um dia depois, a empresa voltou atrás e desativou a integração. “Então, estamos revertendo esse recurso no Google Earth enquanto trabalhamos na implementação de proteções mais robustas”, disse o Google em posicionamento.
“É importante notar que as imagens geradas não apareciam na experiência principal do Google Earth para que outros as vissem e eram marcadas com a marca d’água como geradas por IA”, continuou.
A edição de imagens de satélite usando IA não era impossível antes — basta printar a região desejada no Google Earth ou Google Maps, adicioná-la ao contexto de um papo com um chatbot como o Gemini e solicitar as alterações. Na prática, a adição do Google só tornava esse processo mais direto, permitindo editar fotos de satélite clicando em um botão.
Marca d’água ou SynthID são facilmente removíveis
Embora o Google mencione que todas as imagens geradas pelo Nano Banana sejam identificadas com uma marca d’água, o argumento ainda é fraco. A marca d’água é adicionada em um dos cantos da imagem e pode ser facilmente removida com qualquer ferramenta de edição de imagens.
Nem mesmo o SynthID é infalível. O identificador invisível é imbuído em todas as imagens geradas pelo Nano Banana, mas é possível removê-lo ao tirar uma foto da imagem sintética.
No momento da publicação desta matéria, a geração de imagens com IA não está mais disponível no Google Earth.
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