O Banco do Brasil (BBAS3) aprovou o pagamento de R$ 584.910.838,17 aos acionistas a título de Juros sobre Capital Próprio (JCP), uma das formas de remuneração ao acionista, semelhante ao dividendo, em caráter complementar ao segundo trimestre de 2026.
A distribuição foi aprovada em reunião de 10 de agosto e divulgada junto ao balanço do período, que trouxe lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões.
O valor bruto é de R$ 0,10245643978 por ação ordinária e será corrigido pela taxa Selic, a referência básica de juros da economia, entre 30 de junho, data-base do balanço, e a data efetiva do pagamento. Considerada a atualização até 12 de agosto, o provento por papel já sobe para cerca de R$ 0,1041.
Terão direito ao valor os acionistas com posição registrada em 1º de setembro de 2026; a partir de 2 de setembro, as ações passam a ser negociadas na condição “ex-JCP”, ou seja, sem o direito a essa parcela. O pagamento efetivo está programado para 11 de setembro.
O montante é complementar aos R$ 340.717.500,00 (cerca de R$ 340,7 milhões) já pagos de forma antecipada em 11 de junho, referentes ao mesmo trimestre. Somados os dois desembolsos, a remuneração aos acionistas ligada ao segundo trimestre alcança aproximadamente R$ 925,6 milhões.
Sobre o valor nominal do JCP haverá retenção de Imposto de Renda na fonte, conforme a legislação vigente. Acionistas com cadastro desatualizado terão os recursos retidos até a regularização das informações, e os investidores que têm direito à isenção precisam comprovar essa condição em uma agência do Banco do Brasil até 3 de setembro de 2026.