O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) caiu 1,3 ponto em agosto, para 84,2 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice se manteve estável, com 84,9 pontos.
“A queda da confiança do comércio em agosto foi influenciada pela piora das expectativas em relação aos próximos meses e disseminada entre os principais segmentos do setor. A piora na confiança do consumidor, o cenário macroeconômico de juros altos, e a expectativa de desaceleração da atividade econômica como um todo indicam cautela e tendem a limitar a melhora da confiança ao longo do segundo semestre”, comenta Rodolpho Tobler, superintendente-adjunto do FGV Ibre.
Em agosto, houve queda da confiança em quatro dos seis segmentos pesquisados. O resultado refletiu tanto a piora nas expectativas em relação aos próximos meses quanto as avaliações sobre a situação atual.
O Índice de Expectativas do Comércio (IE-COM) recuou 2,7 pontos, para 83,8 pontos. O componente de Tendência dos Negócios apresentou recuo de 2,8 pontos em relação ao mês anterior, para 82,6 pontos, após dois meses em alta. Da mesma forma, o componente de Vendas Previstas chegou a 85,6 pontos, alcançando o menor patamar desde outubro de 2025 (84,1 pontos), com uma queda de 2,6 pontos.
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 0,3 ponto, para 85,5 pontos. O componente da Situação Atual dos Negócios subiu 5,0 pontos, chegando a 88,8 pontos, alcançando o maior patamar desde janeiro de 2026 (89,1 pontos). Em contrapartida, O componente de Volume de Demanda Atual registrou 82,6 pontos, com uma queda de 4,4 pontos, alcançando o menor patamar desde junho de 2020 (77,7 pontos).