O candidato à reeleição e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (5) que não quer ficar dependendo da China e dos Estados Unidos para evoluir a inteligência artificial (IA) no Brasil.
Lula afirmou que o presidente americano, Donald Trump, quer acabar com o Pix, mas que conversará com ele em encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) para defender uma economia digitalizada. Ele discursou em ato político em São José do Rio Preto. O Brasil fará a abertura da Assembleia Geral da ONU no dia 22 de setembro, em Nova York (EUA).
Disse que não há nação que se desenvolveu sem investir em educação, e que os seus governos construíram escolas e universidades. Afirmou que, em 2003, o mercado de trabalho tinha 5 milhões de pessoas com ensino superior completo. O número subiu para 25,5 milhões atualmente, de acordo com o presidente.
“E agora nós vamos investir mais. Agora nós vamos querer dominar essa história de inteligência artificial. Eu não quero ficar dependendo da China e nem dos Estados Unidos. Nós queremos inteligência artificial em português”, afirmou.
Lula defendeu ainda que o Brasil avance na revolução digital no seu próximo governo, se eleito. Afirmou que o Gov.Br tem 178 milhões de brasileiros conectados.
“Nós estamos quase perto de atingir toda a população brasileira para a pessoa ter informação. E o exemplo disso é que o presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix. Mas agora eu vou para a ONU, vou encontrar com o Trump e vou dizer para ele: ‘Trump, faça um Pix que você vai ver o quanto será bom a economia digitalizada melhor do mundo'”, disse.
Lula criticou candidatos adversários que mentem e que não têm, na avaliação dele, propostas para o futuro do país. Afirmou que o seu adversário está reclamando do custo de vida da população, mas que os alimentos encareceram mais durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
“O custo de vida nos 4 anos do meu adversário foram 56,17%. No governo passado, a inflação de alimentos foi 56,17%. No meu governo, nos 4 anos, apenas 13,6%”, disse Lula.
Ele afirmou que pensar no futuro é acabar com a fila do INSS, corrigir o salário mínimo acima da inflação e ter o menor índice de desemprego da história. “Eu estou há muito tempo investindo no futuro neste país. Institutos federais aqui em São Paulo tem 58, 48 foram feitos por mim e pela Dilma [Rousseff]”, disse. Ele pediu apoio para que o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) seja eleito no primeiro turno.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) associou, durante o seu discurso, o governo Bolsonaro ao caso Banco Master.
“Eles queriam dar um golpe de Estado e quem tem vocação, para dar golpe de Estado, o que acaba fazendo é o golpe de Master. Envolvidos no maior escândalo de corrupção do Banco Master”, disse.
Alckmin afirmou que mais de 700 mil pessoas morreram na pandemia de covid-19 pelo “descaso da vida humana” do governo Bolsonaro. Segundo ele, a gestão do ex-presidente discutia “home schooling” e crianças fora da escola, enquanto Lula investiu em creches, escolas de tempo integral e universidades.
Lula irá visitar o futuro campus da Universidade Federal de São Carlos em São José do Rio Preto.
Mais cedo, o presidente visitou ao diretório de reabilitação moderna do Hospital de Amor de Barretos, em São Paulo. Lula viajará para Brasília às 15h10.