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domingo, setembro 6, 2026

Irã enfrentará problemas econômicos e diz que novos ataques serão ‘mais dolorosos’

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O Irã afirmou que intensificará os esforços para enfrentar os problemas causados ​​pelas sançõos dos Estados Unidos que estão paralisando sua economia, ao mesmo tempo que uma autoridade iraniana de alto escalão alertou para uma “resposta dolorosa” caso o país sofra novos ataques.

Seis meses após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, o conflito parece ter chegado a um impasse. Um acordo preliminar de cessar-fogo alcançado em junho fracassou, e houve pouco progresso nos esforços diplomáticos para retomar o processo de paz.

Após uma pausa nas ações militares durante grande parte de julho, os ataques de retaliação mútua foram retomados; o Comando Central dos EUA informou ter atingido três navios-tanque iranianos no sábado, em resposta ao lançamento de mísseis balísticos pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã contra dois navios da Marinha dos EUA.

Após os ataques, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou neste domingo que os EUA precisam entender — “antes que seja tarde demais” — que as regras do jogo na guerra contra o Irã mudaram.

“De agora em diante, qualquer ataque aos interesses e à segurança do Irã receberá uma resposta mais rápida, mais pesada e mais dolorosa”, afirmou em um discurso publicado em seu canal no Telegram.

Teerã demonstrou que ainda mantém a capacidade de atacar interesses dos EUA em países vizinhos e de interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do suprimento global de petróleo antes do conflito.

Sanções e bloqueio de petróleo pressionam a economia do Irã

No entanto, a campanha dos EUA para sufocar a economia do Irã — bloqueando suas exportações de petróleo e impedindo a evasão das sanções — está se tornando cada vez mais difícil de suportar, segundo três fontes iranianas de alto escalão.

Em seu discurso no domingo, Qalibaf acrescentou que, paralelamente à frente militar, a principal batalha do Irã agora se travava em torno da produção e das condições de vida da população.

Ele apontou as fortes oscilações cambiais, a inflação, o desemprego e a gestão do mercado como grandes desafios, acrescentando que os iranianos podiam suportar dificuldades, mas não a má gestão ou a inação, e esperavam que o governo agisse rapidamente.

O ministro da Economia do Irã, Ali Madanizadeh, afirmou que Teerã planejava responder à pressão econômica dos EUA com reformas e rejeitou a ideia de que as sanções levariam o país a mudar de rumo, conforme noticiado pela mídia estatal no domingo.

“Eles falam em pressão econômica e isolamento, no rompimento de laços financeiros, e acham que, ao pressionar a economia de um país, podem mudar as decisões de seu povo”, disse Madanizadeh.

“Preciso esclarecer um ponto: a responsabilidade de reformar a economia do Irã cabe ao seu governo e ao seu povo, não ao Departamento do Tesouro dos EUA.”

Paralelamente, Morteza Zamanian, do Ministério da Economia, afirmou neste domingo que o “Quartel-General da Guerra Econômica” da pasta estava intensificando seus esforços para solucionar problemas decorrentes da guerra, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.

O Irã é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e, antes da guerra, exportava 90% de seu petróleo bruto por meio de seu terminal de exportação na Ilha de Kharg. O fluxo de exportações foi interrompido após o início do bloqueio dos EUA às vendas de petróleo iraniano, em meados de abril.

Em 31 de agosto, Trump publicou uma mensagem curta nas redes sociais acompanhada de um vídeo gerado por inteligência artificial que mostrava a Ilha de Kharg sendo “reduzida a escombros”. Autoridades iranianas prometeram uma resposta firme caso Kharg seja atacada.

Em entrevista transmitida pela TV estatal neste domingo, o ministro do Petróleo do Irã, Mohsen Paknejad, disse que a ilha havia sido atingida cerca de 550 vezes nos meses anteriores, mas continuava a operar.

O Irã também impôs um bloqueio ao Estreito de Ormuz, criando um problema para o presidente dos EUA, Donald Trump, ao elevar os preços dos combustíveis em todo o mundo antes das eleições de meio de mandato de seu Partido Republicano, em novembro.

No sábado, o Comando Central dos EUA informou ter atingido três embarcações iranianas — incluindo uma ao largo da costa da Ilha de Kharg — depois que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) disparou mísseis balísticos contra dois navios da Marinha dos EUA.

“Que a mensagem para a IRGC fique clara: se vocês dispararem contra dois de nossos navios, imporemos um custo econômico ainda maior — eliminando três dos seus”, disse o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio.

A IRGC reagiu ameaçando intensificar os ataques contra embarcações militares dos EUA na região e afirmou, posteriormente, ter visado os três navios-tanque, bem como três embarcações ligadas aos EUA em outras áreas.

navio no Estreito de Ormuz — Foto: Vahid Salemi/AP

[Fonte Original]

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