[Atualização, 11h UTC: Adicionada uma resposta de acompanhamento de um porta-voz da Coins.ph.]
A Coins.ph afirmou que continua licenciada pelo banco central do país após relatos de que poderia enfrentar a revogação da licença por supostas transações envolvendo operadores de jogos de azar offshore restritos.
A Coins.ph é uma das maiores exchanges de criptomoedas das Filipinas, registrando aproximadamente US$ 52 milhões em volume de negociação à vista em 24 horas na quarta-feira, de acordo com a CoinGecko. O risco de licença relatado ocorre após restrições impostas pelo Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP) às transferências recebidas via InstaPay e PESONet envolvendo a DCPay Philippines, entidade que opera os serviços de carteira digital em pesos da Coins.ph.
“A Coins.ph nega firmemente qualquer alegação de que atende conscientemente operadores de jogos ou apostas offshore”, afirmou a empresa em um comunicado oficial compartilhado com a Cointelegraph na quarta-feira. “Os fundos dos nossos usuários estão seguros; continuamos operando como uma instituição licenciada pelo BSP”, acrescentou.
Questionado sobre se transações envolvendo operadores de jogos de azar offshore haviam sido processadas por sua plataforma, independentemente de seu conhecimento, o porta-voz da Coins.ph disse à Cointelegraph que a exchange não aceita nem permite tais operadores e realiza continuamente a triagem de clientes e transações de acordo com as exigências do BSP. A empresa não confirmou nem negou diretamente se tais transações haviam ocorrido.
Restrições do BSP têm como alvo os serviços de pagamento da Coins.ph
Em um comunicado anterior, a Coins.ph afirmou que o BSP havia instruído a empresa a reforçar os controles internos. A empresa disse que os serviços de depósito em dinheiro e as cobranças via QRPh estavam temporariamente indisponíveis, enquanto a negociação de criptomoedas, os saques, os pagamentos de contas e os pagamentos comerciais via QRPh continuavam acessíveis. Os pagamentos via QRPh seguem o padrão nacional de QR do banco central.
O veículo de mídia local BitPinas relatou que as restrições foram impostas com base na Resolução nº 839 do Monetary Board do BSP. A DCPay possui uma licença de instituição de moeda eletrônica, enquanto a Betur Inc. opera os serviços de ativos cripto da exchange sob uma licença separada de provedor de serviços de ativos virtuais. Segundo os relatos, as restrições tinham como alvo as operações de pagamento da DCPay, e não os serviços de cripto da Betur.
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Em 2025, o banco central ordenou que instituições financeiras supervisionadas removessem de seus aplicativos de pagamento os links que davam acesso a sites de jogos de azar. No entanto, o BSP não vinculou publicamente essa diretriz às restrições sobre a Coins.ph.
A Cointelegraph também buscou confirmação e comentários do BSP. Um representante do banco central disse que analisaria a consulta, mas não havia fornecido comentários adicionais até o momento da publicação.
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