Desde a década de 1960, dezenas de missões foram enviadas a Marte, mas suas luas continuam envoltas em mistério. Os nomes Fobos e Deimos derivam da mitologia grega e representam o medo e o terror, filhos de Ares, o deus da guerra, cujo equivalente romano é Marte.
Diversas tentativas russas de pousar em Fobos, incluindo uma em 2011, fracassaram.
Uma das principais questões é como essas luas se formaram e do que são feitas. Alguns cientistas acreditam que os dois corpos irregulares e repletos de crateras sejam remanescentes de detritos produzidos após a colisão de um grande objeto celeste com Marte. Outros defendem que elas sejam asteroides capturados pela gravidade do planeta.
Representantes da Jaxa acreditam que as amostras de Fobos poderão fornecer respostas definitivas.
“Podemos chegar a uma conclusão, quase com certeza, analisando amostras do solo de Fobos”, afirmou Kiyoshi Kuramoto, pesquisador principal da missão MMX.
Os cientistas optaram por coletar amostras de Fobos principalmente porque a lua está mais próxima de Marte do que Deimos e, portanto, pode conter mais informações sobre o planeta. Segundo a Jaxa, cerca de 0,1% do material recolhido em Fobos deve ter origem marciana.