A angústia começou de forma silenciosa, quase imperceptível, mas em poucos dias se transformou em desespero para a família do Jardineiro Sandoval José dos Santos, de 46 anos, desaparecido desde o último domingo, 19 de abril de 2026, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
Naquele domingo, o dia parecia comum. Sandoval saiu de casa em Simões Filho com uma missão simples: levar a esposa até o Bairro Barro Duro, na região da Ceasa, onde ela tem uma residência. Ele cumpriu o combinado. Deixou a companheira no local e, no início da noite, por volta das 20h às 21h, iniciou o caminho de volta para casa em sua “cinquentinha”, passando pela região das fábricas do Centro Industrial de Aratu (CIA), nas proximidades da Coca-Cola, Cia Sul.
O detalhe que fez a família perceber que algo estava errado
A família só começou a perceber que algo estava errado 4 dias depois. Na quarta-feira (22/04), quando Sandoval deveria retornar ao Barro Duro para buscar a esposa, ele simplesmente não apareceu.
Um detalhe chama atenção no caso
Ao voltar para casa, a esposa encontrou tudo exatamente como havia deixado. Nada fora do lugar. Nenhum sinal de que ele tivesse retornado. E o detalhe que mais chamou atenção: o celular dele estava em casa.
Sandoval não tinha respondido nenhuma mensagem desde o domingo (19/04). Havia várias ligações perdidas desde segunda-feira (20/04), como se ele nunca tivesse sequer chegado em casa após sair no domingo para levar a esposa no Barro Duro.
Segundo Cleidiane Souza, filha de Sandoval, todos acreditaram inicialmente que ele havia seguido sua rotina normalmente e voltado para casa, localizada na comunidade Alegre, na região do CIA.
“Isso nunca aconteceu. A gente achou que ele tinha voltado pra casa, que tava trabalhando… parecia tudo normal.”
Sandoval e a cinquentinha sumiram
O que torna o caso ainda mais preocupante
Outro fator que aumenta ainda mais a aflição da família é o fato de que Sandoval não costumava sair com documentos.
Sua identidade ficava guardada debaixo do banco da “cinquentinha”, a motocicleta que ele utilizava. E essa moto, além disso, não possui placa.
Ou seja: se algo aconteceu no caminho, um acidente, por exemplo, ele pode estar sem qualquer identificação.
Na noite do desaparecimento, ele vestia:
Calça azul
Boné preto
Sapato marrom
Buscas por conta própria
Sem respostas imediatas das autoridades, a família decidiu agir por conta própria. Cleidiane assumiu a linha de frente das buscas, principalmente porque sua mãe está debilitada.
“Eu peguei o telefone deles dois e tô resolvendo tudo… porque muita gente passa informação errada, e eu preciso confirmar tudo.”
Grande multirão está vasculhando o CIA, em Simões Filho
Desde então, os familiares e amigos têm feito buscas intensas em diversas áreas:
Regiões de mato próximas às fábricas
Área da Cepel (Cepéu)
Região de Mapele
Ilha de São João
A família também já percorreu todos os caminhos possíveis até agora:
Ligaram para o IML: sem registros
Entraram em contato com hospitais de Simões Filho: nenhuma informação
Buscaram ajuda policial: mas foram orientados a aguardar
Enquanto isso, tentativas de obter imagens de câmeras de segurança ainda esbarram na burocracia. Segundo a família, os estabelecimentos só liberam as gravações com autorização oficial.
Qualquer tiver informação entre em contato:
WhatsApp DPP: 71 99631-6538 (O sigilo é garantido)
Disque Denúncia (Bahia): 181 (O sigilo é garantido)
Denúncia anônima: 71 3116-0124
Polícia Militar: 190
O caso foi registrado na Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), e agora a família pede ajuda da população.