Não é coincidência. Nesta quinta-feira, 30 de abril, a TV Globo escolheu exibir “O Diabo Veste Prada” na Sessão da Tarde, exatamente na semana em que a sequência tão esperada, “O Diabo Veste Prada 2”, estreia nos cinemas brasileiros. A exibição começa às 15h25 (horário de Brasília), logo após a novala Terra Nostra. Esta é a chance perfeita de revisitar um dos filmes mais citados dos anos 2000 antes de ver a continuação na telona.
Qual é a história de “O Diabo Veste Prada”?
Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma recém-formada em jornalismo que chega a Nova York com um sonho simples: escrever para um grande veículo de comunicação. O que ela consegue, porém, é bem diferente do plano: uma vaga como segunda assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), editora-chefe da Runway, a revista de moda mais poderosa e influente do mundo.
Andrea não sabe nada de moda e não liga para o assunto. Mas o emprego é uma porta e ela decide entrar. O problema é que trabalhar para Miranda não é um emprego comum. É uma prova de resistência diária: pedidos impossíveis, humilhações calculadas, demandas a qualquer hora do dia ou da noite e um ambiente onde ninguém jamais está bom o suficiente.
O que começa como uma história de sobrevivência no mundo corporativo vai se tornando algo mais complexo: uma reflexão sobre ambição, identidade e o preço que se paga para chegar onde se quer.
Por que Miranda Priestly é um dos personagens mais icônicos do cinema?
Porque Meryl Streep decidiu não interpretar uma vilã. A maioria dos atores que recebesse esse roteiro construiria um monstro que grita, humilha e bate portas. Streep fez o oposto: Miranda Priestly nunca levanta a voz. Ela sussurra. E cada sussurro pesa mais do que qualquer berro.
A performance é tão precisa e controlada que Miranda virou referência absoluta para qualquer discussão sobre poder feminino no ambiente corporativo, ao mesmo tempo admirada e questionada, poderosa e solitária. Streep foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz por esse papel e ganhou o Globo de Ouro na mesma categoria.
Anne Hathaway antes de ser Anne Hathaway
Para uma geração inteira de espectadores, “O Diabo Veste Prada” foi o filme que apresentou Anne Hathaway como atriz adulta de verdade, não mais a princesa de Diário de uma Princesa, mas uma performer com camadas, nuances e capacidade de sustentar uma cena ao lado de Meryl Streep sem desaparecer.
A transformação visual de Andrea ao longo do filme, que vai das blusinhas largas ao guarda-roupa impecável da Runway, é também uma das sequências mais estudadas do cinema de moda. O figurino, assinado pela figurinista Patricia Field (a mesma de Sex and the City), foi indicado ao Oscar e até hoje é analisado em cursos de moda e comunicação.
Elenco completo e produção
Além das duas protagonistas, o filme tem um elenco de apoio que funciona muito bem. Emily Blunt como Emily, a primeira assistente de Miranda, em uma atuação tão afiada que quase rouba todas as cenas que divide com Hathaway; Stanley Tucci como Nigel, o diretor criativo da revista e mentor improvável de Andrea; e Adrian Grenier como Nate, namorado de Andrea, que representa tudo o que ela vai deixando para trás.
O filme foi dirigido por David Frankel (Marley & Eu) e produzido pela 20th Century Fox, com orçamento de US$ 35 milhões. É baseado no romance homônimo de Lauren Weisberger, publicado em 2003, que foi amplamente interpretado como uma crítica à editora Anna Wintour, da revista Vogue, algo que Wintour nunca confirmou nem desmentiu com muita convicção.
Números que impressionam até hoje
Lançado em junho de 2006, “O Diabo Veste Prada” arrecadou mais de US$ 326 milhões nas bilheterias mundiais, um número extraordinário para uma comédia dramática sem efeitos especiais ou franquias por trás. O filme foi um fenômeno cultural que transcendeu o cinema, virou referência em discussões sobre liderança tóxica, mercado de trabalho, relacionamentos e moda.
Cabe lembrar que a frase “Isso é tudo”, dita por Miranda no tom mais gelado possível, entrou para o vocabulário popular de várias gerações e continua sendo citada até hoje em contextos bem além do cinema.
E a sequência? Vale ir ao cinema depois?
“O Diabo Veste Prada 2” estreia nos cinemas brasileiros nesta semana, com Meryl Streep e Anne Hathaway de volta aos papéis que as tornaram ainda mais icônicas. A produção é aguardada há anos e chega em um momento em que o filme original ganhou uma nova geração de fãs pelo streaming.
Assistir ao original hoje na Sessão da Tarde é, sem forçar a barra, a preparação ideal para a sequência.
Que horas começa a Sessão da Tarde hoje?
A Sessão da Tarde desta quinta-feira, 30 de abril de 2026, está prevista para começar por volta das 15h25-15h30 (horário de Brasília), após a novela da tarde, Terra Nostra. O horário pode variar alguns minutos conforme a grade local e possíveis ajustes de programação.
Quem quiser acompanhar online pode assistir à programação da TV Globo ao vivo pelo Globoplay, desde que a transmissão esteja disponível para sua região e perfil de acesso. A própria grade oficial da emissora centraliza a programação da praça local, o que é o melhor ponto de checagem em caso de mudança de horário.
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